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Qual país tem o maior QI médio? Novo ranking mostra onde o Brasil ficou

Um novo levantamento internacional reuniu mais de 1,2 milhão de testes de QI e revelou mudanças curiosas entre os países mais bem colocados, além da posição do Brasil.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Quem está no topo quando pessoas de diferentes países são submetidas ao mesmo teste de raciocínio? O ranking de QI de 2026, elaborado a partir de mais de 1,2 milhão de testes realizados ao longo de 2025, traz uma disputa extremamente apertada nas primeiras posições. A diferença entre os líderes é de menos de um ponto, enquanto alguns países registraram mudanças consideráveis em relação ao levantamento anterior.

Uma disputa pelo topo decidida por poucos pontos

O ranking de 2026 foi elaborado pelo International IQ Test com base em 1.212.714 pessoas que realizaram o mesmo teste online durante 2025. A avaliação utiliza questões principalmente visuais, voltadas para reconhecimento de padrões, raciocínio abstrato e resolução de problemas.

E o resultado coloca três países asiáticos praticamente lado a lado.

A Coreia do Sul aparece na primeira posição, com média de 106,97 pontos de QI. Foram 26.996 participantes considerados no levantamento.

Logo atrás está a China, com 106,48 pontos, resultado obtido a partir de uma amostra muito maior: 229.918 participantes.

O terceiro lugar pertence ao Japão, com média de 106,30 pontos, entre 55.994 participantes.

A diferença entre o primeiro e o terceiro colocado é de apenas 0,67 ponto. Isso ajuda a dimensionar o quanto a disputa no topo está apertada.

O resultado também representa uma mudança em relação ao levantamento anterior. A China havia aparecido na liderança com 107,19 pontos, enquanto a Coreia do Sul ocupava a segunda posição.

Depois dos três primeiros aparecem Irã, Austrália, Rússia, Cingapura, Mongólia, Nova Zelândia e Vietnã, completando o grupo dos dez primeiros.

A Austrália chama atenção por ter avançado 1,88 ponto, chegando a 104,45. O Vietnã teve uma alta ainda maior, de 2,14 pontos, alcançando 102,26.

E onde o Brasil aparece nessa lista?

O Brasil está na 87ª posição, com média de 95,44 pontos entre os 18.668 participantes incluídos no levantamento.

Apesar da posição distante dos primeiros colocados, há um detalhe que merece atenção: a média brasileira subiu 2,52 pontos em comparação com o ano anterior, quando havia registrado 92,92.

Na América Latina, o cenário também é bastante variado. O Peru aparece em 24º lugar, com 100,20 pontos. A Argentina ocupa a 68ª posição, com 97,11, enquanto Chile e Uruguai aparecem em 77º e 78º, respectivamente.

O Brasil, portanto, fica atrás desses quatro países latino-americanos no ranking divulgado para 2026.

Mas transformar essa tabela em uma espécie de campeonato entre populações seria uma interpretação equivocada. O levantamento tem limitações importantes que mudam bastante a maneira como os números devem ser lidos.

O que esses números realmente medem?

O teste utilizado é inspirado no formato das Matrizes Progressivas de Raven, concentrando-se principalmente em raciocínio não verbal e reconhecimento de padrões.

Isso significa que a pontuação não representa todos os aspectos que normalmente associamos à inteligência. Criatividade, inteligência emocional, conhecimento prático, comunicação e habilidades sociais, por exemplo, não são capturados de maneira abrangente por esse tipo de avaliação.

Também existe uma limitação importante na própria amostra. Todos os participantes tiveram acesso à internet e decidiram voluntariamente realizar o teste. Portanto, os resultados não correspondem a uma amostra aleatória de toda a população de cada país.

O próprio levantamento informa que 84,8% dos países tiveram uma variação inferior a dois pontos em relação ao ano anterior, indicando relativa estabilidade na maior parte da tabela.

Por isso, o dado mais interessante talvez não seja simplesmente descobrir qual país aparece em primeiro lugar. O ranking mostra como pequenas diferenças podem alterar posições entre países que apresentam médias muito próximas — e como uma tabela desse tipo precisa ser interpretada dentro das limitações do teste.

No fim, estar no topo não significa que todos os indivíduos daquele país tenham desempenho superior aos de outros lugares. O que os números mostram é apenas a média obtida pelos participantes avaliados nessa metodologia específica.

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