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Tecnologia

Robôs inspirados na natureza estão cada vez mais próximos de igualar — e até superar — os animais

Uma nova revisão científica mostra que robôs bioinspirados capazes de voar, caminhar, nadar e alternar entre diferentes formas de locomoção estão evoluindo rapidamente. Segundo os pesquisadores, esses sistemas poderão em breve alcançar — e até superar — a agilidade e a adaptabilidade encontradas na natureza.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Robôs inspirados em animais estão se tornando cada vez mais sofisticados. Graças aos avanços em engenharia, inteligência artificial e novos materiais, essas máquinas já conseguem alternar entre diferentes formas de locomoção, como caminhar, voar, nadar ou escalar, adaptando-se a ambientes complexos de maneira semelhante aos seres vivos.

Agora, uma revisão publicada na revista Science Robotics apresenta um panorama completo sobre os avanços e os desafios dessa nova geração de robôs multimodais bioinspirados.

O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade Tecnológica de Xinjiang, na China, e da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça.

Robôs multimodais combinam diferentes formas de locomoção

Ao contrário dos robôs tradicionais, que normalmente executam apenas um tipo de movimento, os robôs multimodais conseguem alternar entre diferentes modos de deslocamento conforme o ambiente.

Dependendo da situação, eles podem, por exemplo:

  • caminhar sobre terrenos irregulares;
  • voar para superar obstáculos;
  • nadar em ambientes aquáticos;
  • escalar superfícies;
  • combinar vários desses movimentos em uma única missão.

Segundo os pesquisadores, essa versatilidade aumenta significativamente a eficiência, a velocidade e a capacidade de adaptação desses sistemas.

A natureza continua sendo a principal inspiração

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© Pexels

Os cientistas explicam que a evolução produziu animais extremamente eficientes para enfrentar diferentes tipos de terreno.

Ao estudar essas estratégias naturais, engenheiros conseguem desenvolver robôs capazes de reproduzir comportamentos semelhantes.

O objetivo não é copiar exatamente um animal específico, mas aproveitar soluções biológicas já testadas por milhões de anos de evolução.

Esse conceito é conhecido como biomimética ou bioinspiração.

Espaço interno continua sendo um dos maiores desafios

Apesar dos avanços recentes, desenvolver um robô capaz de executar diferentes formas de locomoção ainda apresenta diversos obstáculos técnicos.

Um dos principais é o espaço disponível dentro da estrutura do equipamento.

Cada modo de movimento exige motores, sensores, mecanismos e sistemas de controle próprios.

Integrar todos esses componentes em um único robô sem aumentar excessivamente seu peso ou tamanho continua sendo um grande desafio para os engenheiros.

Outro aspecto importante é a chamada morfogênese corporal.

Nesse caso, o robô precisa modificar sua própria estrutura física para facilitar a transição entre diferentes formas de locomoção.

Cinco critérios ajudam a medir a eficiência dos robôs

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Durante a revisão, os pesquisadores propuseram cinco métricas principais para avaliar o desempenho desses robôs bioinspirados.

Os critérios incluem:

  • número de modos de locomoção disponíveis;
  • custo de integrar novos módulos ao sistema;
  • quantidade de componentes compartilhados entre diferentes modos de movimento;
  • tempo ou energia necessários para mudar de um modo para outro;
  • ganho geral de desempenho obtido com a combinação de diferentes formas de locomoção.

Esses indicadores permitem comparar projetos diferentes e orientar o desenvolvimento de futuras gerações de robôs.

Inteligência artificial acelera o desenvolvimento

O estudo também destaca que os maiores avanços recentes ocorreram em três áreas principais:

  • construção mecânica;
  • sistemas de controle;
  • autonomia baseada em inteligência artificial.

Com algoritmos mais sofisticados, esses robôs conseguem decidir sozinhos qual forma de locomoção utilizar em cada situação, adaptando-se em tempo real às mudanças do ambiente.

Essa capacidade é considerada essencial para aplicações em cenários complexos e imprevisíveis.

Futuras gerações poderão superar os próprios animais

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Segundo os autores da pesquisa, o desenvolvimento dos robôs multimodais ainda está em fase de rápida evolução.

No entanto, eles acreditam que os próximos avanços poderão permitir a criação de máquinas capazes não apenas de igualar, mas também de superar os animais em aspectos como agilidade, eficiência e adaptação.

Esses robôs poderão desempenhar papéis importantes em missões de busca e resgate, exploração espacial, inspeções industriais, monitoramento ambiental e operações em locais perigosos para seres humanos.

À medida que novos materiais, sistemas de energia e técnicas de inteligência artificial continuarem evoluindo, a fronteira entre as capacidades dos robôs e dos organismos biológicos tende a ficar cada vez menor.

 

[ Fonte: Andalucía Información ]

 

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