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A Arma Russa Que Pode Desencadear o Fim do Mundo: O Que é a Temida “Mão Morta”

Uma ameaça nuclear ressurgiu no cenário global: a “Mão Morta”, sistema russo capaz de lançar mísseis mesmo que seus líderes sejam eliminados. Após provocações de Medvedev, Donald Trump movimentou submarinos nucleares em alerta máximo. Entenda como esse mecanismo secreto da Guerra Fria pode reacender os medos de um conflito apocalíptico.
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Tempo de leitura: 3 minutos

As tensões entre Estados Unidos e Rússia voltaram a escalar, reacendendo temores nucleares que pareciam adormecidos desde a Guerra Fria. Após uma troca de provocações com Dimitri Medvedev, Donald Trump anunciou o deslocamento de submarinos nucleares em resposta à menção da temida “Mão Morta”, um sistema russo considerado uma “arma apocalíptica”. Este episódio lança luz sobre um dispositivo que poderia redefinir o equilíbrio militar global em caso de conflito extremo.

A Arma Apocalíptica da Guerra Fria

Guerra Russia
© Jeff Kingma – Unsplash

A “Mão Morta” — também chamada de Perimetr — é um sistema de mísseis nucleares projetado para garantir retaliação automática contra qualquer inimigo que tente destruir a liderança russa em um ataque surpresa. Criada nos anos 1970, em plena Guerra Fria, a ferramenta foi concebida como uma resposta ao temor soviético do avanço do arsenal nuclear americano.

Segundo o Centro para Análises Navais (CNA), o Perimetr foi ativado em 1986 e ficou conhecido como a primeira “máquina do juízo final”. Reportagens do The New York Times, publicadas em 1993, revelaram que o sistema poderia ser capaz de disparar mísseis sem intervenção humana, caso todas as linhas de comando fossem eliminadas em um ataque nuclear massivo.

Como Funciona a “Mão Morta”

O sistema é composto por sensores instalados em centros estratégicos e bases subterrâneas blindadas. Quando detecta um ataque nuclear em território russo, ele inicia um protocolo de verificação em cadeia:

  1. Solicita uma resposta do presidente e da cúpula militar.

  2. Caso não haja resposta, aciona a maleta nuclear Cheget.

  3. Persistindo o silêncio, busca autorização em centros de comando das Forças de Foguetes Estratégicos.

  4. Se todas as tentativas falharem, o sistema lança automaticamente mísseis equipados com códigos que ativam outros lançadores espalhados pelo país.

O nome “Mão Morta” reflete exatamente essa capacidade de agir mesmo quando os líderes do país já não estão vivos, garantindo uma retaliação devastadora contra qualquer agressor.

A Troca de Ameaças Entre Trump e Medvedev

A tensão recente começou quando Donald Trump exigiu que Moscou aceitasse um cessar-fogo na Ucrânia em dez dias, sob ameaça de novas sanções. Medvedev respondeu acusando os EUA de jogar um “jogo de ultimato” e insinuou risco de guerra.

A escalada verbal atingiu seu ápice quando o ex-presidente russo mencionou a “Mão Morta” em seu canal do Telegram, provocando irritação em Washington. Trump reagiu chamando Medvedev de “fracassado” e alertou que não toleraria ameaças.

Submarinos Nucleares em Movimento

Submarino Ruso
© FreePik

Em entrevista à Newsmax, Trump confirmou que deslocou dois submarinos nucleares para áreas próximas à Rússia como medida de precaução. “Ele não deveria ter dito isso. Queremos sempre estar preparados”, afirmou o presidente americano, sugerindo que os EUA estão em estado de alerta máximo.

A movimentação indica que, apesar de décadas de dissuasão nuclear, a simples lembrança de sistemas como a “Mão Morta” ainda tem o poder de alterar a estratégia militar global. Para muitos especialistas, o episódio serve como lembrete de que, em um mundo armado com armas automáticas de destruição em massa, uma provocação verbal pode ter consequências imprevisíveis.

 

[ Fonte: G1.Globo ]

 

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