O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou novas tarifas sobre caminhões médios e pesados, peças automotivas e ônibus importados. A decisão foi oficializada na sexta-feira (17), por meio de uma proclamação que entra em vigor a partir de 1º de novembro.
Detalhes das tarifas

De acordo com o documento, a tarifa para caminhões e peças de caminhões será de 25%, enquanto para ônibus — incluindo escolares e de transporte público — a taxa será de 10%.
A medida faz parte de uma série de iniciativas de Trump para fortalecer a indústria automotiva nacional e reduzir a dependência de importações. O anúncio oficial ocorre após o ex-presidente já ter antecipado a intenção de aplicar as tarifas em uma publicação no Truth Social, no início deste mês.
Exceções sob o acordo USMCA
As tarifas não serão aplicadas a produtos provenientes do México e do Canadá, desde que cumpram os requisitos do Acordo Estados Unidos–México–Canadá (USMCA), que substituiu o antigo NAFTA durante o primeiro mandato de Trump.
Altos funcionários do governo explicaram que tarifas já estabelecidas com outros parceiros, como a União Europeia e o Japão, também serão aplicadas às novas categorias de caminhões e ônibus.
Incentivos para produção nacional
A proclamação também cria um incentivo fiscal para montadoras que fabricam veículos nos Estados Unidos. As empresas poderão receber um crédito equivalente a 3,75% do preço de varejo sugerido para veículos montados no país até 2030, como forma de compensar o impacto das tarifas sobre peças importadas.
Além disso, o benefício foi estendido para a produção de motores e de caminhões médios e pesados em território norte-americano, reforçando a política de incentivo à reindustrialização.
Contexto econômico e político
As novas tarifas refletem a estratégia protecionista de Trump, que voltou a ganhar força com o avanço de sua campanha presidencial. Durante seu primeiro mandato, o republicano apostou em medidas semelhantes para pressionar empresas a repatriar fábricas e fortalecer cadeias produtivas locais.
Economistas avaliam que, embora a medida possa beneficiar parte do setor automotivo interno, ela também tende a aumentar custos de produção e pressionar preços no curto prazo, afetando consumidores e governos locais que dependem da importação de veículos de transporte público.
[ Fonte: CNN Brasil ]