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Acidente com Boeing 787 da Air India: quem eram os pilotos que morreram após a decolagem

O comandante e o copiloto do Boeing 787 Dreamliner da Air India que caiu pouco após a decolagem tinham vasta experiência em voos comerciais. A tragédia, que deixou os dois mortos, segue sob investigação, e os perfis dos tripulantes estão no centro da análise técnica e operacional.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O grave acidente com um Boeing 787 Dreamliner da Air India, que caiu segundos após decolar do aeroporto de Ahmedabad com destino a Londres, chocou o setor aéreo e levantou diversas dúvidas. Entre os pontos investigados estão os perfis dos dois pilotos a bordo: Sumeet Sabharwal, comandante experiente de 56 anos, e Clive Kunder, copiloto de 32. Ambos morreram no impacto, e suas trajetórias são peças-chave na apuração do caso.

Sumeet Sabharwal: um comandante veterano

Sumeet Sabharwal
© X – @BDUTT

O capitão Sumeet Sabharwal acumulava mais de 15 mil horas de voo e era um dos pilotos mais experientes da companhia. Com licença válida até maio de 2026, ele já havia operado aeronaves como o Airbus A310, o Boeing 777 e, principalmente, o Boeing 787 — modelo envolvido no acidente.

Das 15.638 horas totais de voo registradas, 8.596 foram no Boeing 787. Seu histórico o colocava entre os profissionais mais qualificados da Air India. Segundo o Times of India, Sabharwal ligou para a família pouco antes da decolagem, dizendo que voltaria a falar assim que pousasse em Londres. Um colega o descreveu como “um verdadeiro cavalheiro” e não notou nenhum comportamento anormal antes do voo.

Clive Kunder: um copiloto promissor

Clive Kunder
© X -@vdmempire

Com apenas 32 anos, Clive Kunder era visto como um talento em ascensão. Iniciou sua formação como piloto em 2012, entrou para a Air India em 2017 e possuía uma licença de piloto comercial desde 2020, válida até setembro de 2025.

Ele havia sido habilitado para operar aviões menores como o Cessna 172 e o Piper PA-34 Seneca, além de atuar como copiloto em aeronaves maiores, incluindo o Airbus A320 e o Boeing 787. No total, registrava 3.403 horas de voo, sendo 1.128 especificamente como copiloto do Boeing 787 — o mesmo modelo operado no voo que sofreu o acidente.

Segundo familiares, desde criança Clive demonstrava paixão por aviação. Seu desempenho na Air India era considerado bom, sem registros de incidentes.

Etapas da investigação

O acidente aéreo mais mortal da última década, que envolveu um Boeing 787 Dreamliner da Air India, acaba de ganhar contornos mais alarmantes.
© X – @Diegohiok1

As causas do acidente ainda não foram esclarecidas. A aeronave caiu durante uma fase de cruzeiro e sob condições climáticas normais. Não havia, até o momento da tragédia, registros de falhas técnicas no Boeing 787.

As autoridades indianas já recuperaram as gravações da cabine e continuam a análise dos dados operacionais. A Air India, por sua vez, ainda não divulgou detalhes sobre o desempenho da tripulação durante o voo.

O relatório final da investigação deve ser publicado nos próximos meses e será essencial para compreender o que provocou a queda do Boeing 787 da Air India logo após a decolagem.

 

[ Fonte: Infobae ]

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