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Tecnologia

Adeus ao banho como conhecemos? Esta máquina promete lavar uma pessoa inteira em apenas 15 minutos

Uma cápsula japonesa combina inteligência artificial, sensores biométricos e microbolhas para transformar uma das rotinas mais antigas da humanidade em uma experiência completamente automatizada e personalizada.
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Tempo de leitura: 4 minutos

Entrar em uma cápsula, sentar confortavelmente e deixar uma máquina cuidar de praticamente todo o banho parece uma cena retirada de um filme futurista. No Japão, porém, essa ideia já ganhou forma. Uma empresa desenvolveu um equipamento capaz de automatizar diferentes etapas da higiene corporal e ainda adaptar a experiência ao usuário. O resultado é uma espécie de “máquina de lavar humana” que pretende concluir todo o processo em cerca de 15 minutos.

Uma máquina de lavar criada para pessoas

Adeus ao banho como conhecemos? Esta máquina promete lavar uma pessoa inteira em apenas 15 minutos
© Pexels

A proposta foi desenvolvida pela Science Co., empresa sediada em Osaka, no Japão, e parte de uma tentativa de reinventar uma atividade extremamente cotidiana.

Em vez de entrar no chuveiro, abrir a torneira e utilizar sabonete manualmente, a pessoa entra em uma cápsula especialmente projetada para acomodar o corpo.

Depois de sentar, basta iniciar o ciclo.

A partir daí, diferentes sistemas assumem o processo. Sensores espalhados pela cabine monitoram informações enquanto jatos de água e pequenas bolhas realizam a limpeza.

O equipamento também controla diferentes etapas, desde a aplicação do agente de limpeza até o enxágue e a secagem.

A promessa é completar tudo em aproximadamente 15 minutos, reduzindo consideravelmente a necessidade de intervenção do usuário.

O conceito pode parecer estranho à primeira vista, mas a ideia de uma máquina capaz de automatizar o banho não é totalmente nova no Japão. A diferença está nas tecnologias disponíveis atualmente, especialmente sensores avançados e inteligência artificial, que permitem imaginar algo muito mais sofisticado do que simplesmente uma banheira automatizada.

O segredo está em bolhas tão pequenas que mudam a forma de limpar

Um dos elementos centrais do equipamento são as chamadas microbolhas ultrafinas.

Em vez de depender principalmente do atrito provocado pelas mãos, esponjas ou outros acessórios, o sistema utiliza essas pequenas bolhas para auxiliar na remoção das impurezas presentes na superfície da pele.

Segundo a proposta apresentada pela empresa, essa abordagem poderia oferecer uma limpeza eficiente sem exigir a fricção tradicional.

Isso pode ser particularmente interessante para pessoas com pele sensível ou para situações em que movimentos repetitivos durante o banho sejam difíceis.

Ao mesmo tempo, a cabine acompanha diferentes parâmetros por meio de sensores biométricos.

Entre as informações monitoradas estão indicadores como a frequência cardíaca, que podem ser utilizados pelo sistema para compreender melhor o estado da pessoa durante o processo.

E é justamente nesse momento que entra a inteligência artificial.

A IA pretende transformar cada banho em uma experiência diferente

Os dados captados pelos sensores não servem apenas para monitoramento.

A inteligência artificial pode processar essas informações para ajustar determinadas características da experiência em tempo real.

Temperatura, intensidade das microbolhas e duração de determinadas etapas estão entre os parâmetros que podem ser modificados.

A proposta é que a máquina consiga adaptar o ciclo às condições percebidas no usuário, criando uma experiência mais relaxante ou revitalizante dependendo da situação.

Depois da etapa de limpeza e enxágue, surge outra diferença importante em relação ao banho convencional.

A própria cápsula inicia um processo de secagem automática.

Segundo a empresa, isso permitiria que a pessoa saísse do equipamento praticamente pronta para se vestir, eliminando inclusive a necessidade de utilizar toalhas.

O resultado seria uma sequência completamente automatizada: entrar, sentar, iniciar o processo e sair cerca de 15 minutos depois.

O uso mais interessante talvez não esteja dentro das casas

Embora imaginar uma dessas máquinas no banheiro seja inevitável, algumas das aplicações potencialmente mais relevantes estão em outros ambientes.

Hospitais, clínicas e instituições destinadas ao cuidado de idosos poderiam se beneficiar de sistemas capazes de auxiliar pessoas que apresentam dificuldades para tomar banho sem ajuda.

O mesmo vale para usuários com mobilidade reduzida.

Automatizar parte da higiene poderia diminuir a necessidade de movimentos complexos e, dependendo da aplicação, reduzir a assistência exigida durante determinadas etapas.

Mas a presença de sensores biométricos também levanta uma questão que acompanha praticamente todos os dispositivos inteligentes modernos: o que acontece com os dados coletados?

Se informações fisiológicas forem utilizadas para personalizar a experiência, aspectos como armazenamento, processamento, proteção e eventual compartilhamento desses dados precisarão ser tratados com atenção.

Ainda não é hora de reformar o banheiro

Apesar do aspecto futurista, a chamada máquina de lavar humana ainda não representa uma substituição imediata para o chuveiro doméstico.

O equipamento permanece associado a uma proposta tecnológica que precisa demonstrar viabilidade para diferentes cenários de utilização.

A Science Co. ainda precisa transformar a experiência apresentada em algo adequado para uma adoção comercial mais ampla, considerando questões como segurança, manutenção, higiene do próprio equipamento e eventuais exigências regulatórias.

Também existe uma questão bastante prática: um chuveiro é uma tecnologia extremamente simples, barata e eficiente.

Para realmente ocupar seu lugar, qualquer alternativa automatizada precisaria oferecer benefícios suficientemente grandes para justificar sua complexidade.

Ainda assim, a experiência japonesa mostra como até uma atividade praticamente inalterada durante gerações pode entrar na mira da automação.

Talvez o futuro do banho não seja simplesmente abrir uma torneira.

Pode ser fechar a porta de uma cápsula e deixar que uma inteligência artificial cuide do resto.

[Fonte: La100]

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