Ele aparece por um instante mínimo e desaparece antes que muitos percebam. O chamado raio verde não é lenda nem ilusão: é um fenômeno real, raro e dependente de condições muito específicas. A ciência explica como surge e o que aumenta — ou reduz — suas chances de vê-lo.
Imagine um animal que já nadava pelos oceanos quando Galileu ainda observava o céu e que continua vivo hoje, silencioso, nas águas geladas do Ártico. Esse ser existe — e atende pelo nome de tubarão-da-Groenlândia. Considerado o vertebrado mais longevo já estudado, ele pode ultrapassar os 400 anos de idade, desafiando tudo o que sabemos sobre envelhecimento.
O Universo já foi muito mais agitado. Bilhões de anos atrás, novas estrelas surgiam em ritmo frenético, iluminando galáxias inteiras. Hoje, o cenário é outro: o cosmos ainda é gigantesco e cheio de luz, mas está bem menos produtivo. Astrônomos dizem que já passamos do auge da formação estelar — e que o Universo, aos poucos, está entrando numa fase mais “preguiçosa”.
Para um cachorro, sair para passear não é só dar uma volta no quarteirão. É abrir um arquivo completo de tudo o que aconteceu ali horas — ou até dias — antes. Onde alguém passou, quem passou, em que direção foi e até em que estado emocional estava. Parece exagero, mas a ciência mostra que os cães literalmente “enxergam” o passado usando o nariz.
Quem passou por Copacabana nesta sexta-feira (26) achou que estava vendo coisa errada. Uma enorme mancha escura tomou conta do mar, bem perto da arrebentação. Em tempos de tantos alertas ambientais, o primeiro pensamento foi de preocupação. Mas bastaram alguns segundos para o susto virar encanto: a mancha era vida pulsando.
Anãs brancas, restos densos de estrelas mortas, podem esconder sinais de partículas hipotéticas chamadas áxions — fortes candidatas a compor a matéria escura. Um novo estudo não encontrou evidências diretas, mas mostrou como essas “estrelas zumbis” podem ajudar a descartar caminhos errados e refinar a caça a um dos maiores mistérios do universo.
O reino animal parece ter acesso ilimitado a uma paleta de cores psicodélica. Mas, curiosamente, algumas espécies seguiram o caminho oposto — e abriram mão da cor quase por completo. Zebras, pandas, pinguins e gambás chamam atenção justamente pelo contraste radical entre preto e branco. A pergunta é inevitável: por quê?
O mau hálito nem sempre é sinal de pouca higiene. Língua, gengivas, boca seca, alimentação e até problemas fora da boca podem estar por trás da halitose. Entender a causa é o primeiro passo para tratá-la de forma eficaz — e evitar soluções que só mascaram o problema.
O aumento das temperaturas globais não está apenas derretendo geleiras ou intensificando eventos extremos. Ele também está afetando algo muito mais próximo — e preocupante: o desenvolvimento cognitivo das crianças. Um novo estudo internacional mostra que a exposição contínua ao calor excessivo pode comprometer habilidades básicas como alfabetização e matemática já na primeira infância.
Uma explosão estelar detectada quando o universo tinha apenas 730 milhões de anos pode ser a supernova mais antiga já observada. Captada pelo telescópio James Webb após um raro surto de raios gama, ela desafia teorias consolidadas ao mostrar características surpreendentemente semelhantes às supernovas modernas.
A capacidade de notar sinais de doença antes que eles se tornem óbvios pode parecer intuitiva, mas não é distribuída igualmente. Um novo estudo científico indica que algumas pessoas captam mudanças sutis no rosto com mais precisão — uma diferença pequena, porém consistente, que pode ter raízes profundas na evolução humana.
Durante anos, a ideia de que o cérebro “termina de se desenvolver” aos 25 virou explicação popular para impulsividade e decisões ruins. Mas a neurociência moderna mostra um cenário bem mais complexo: o cérebro segue mudando, refinando conexões e ganhando eficiência muito além dessa idade.
Em poucos anos, vídeos curtos se tornaram o formato dominante da internet. O que parece apenas entretenimento rápido está remodelando atenção, sono e comportamento de crianças e adolescentes. Pesquisas recentes mostram sinais claros de impacto no desenvolvimento — e levantam um alerta que vai além do tempo de tela.
Um grande estudo clínico mostrou que uma simples aplicação para celular foi capaz de reduzir sintomas de ansiedade de forma significativa. O resultado desafia a ideia de que apenas a terapia presencial funciona e aponta para um novo caminho no cuidado da saúde mental, mais acessível e imediato.
Mesmo depois de uma refeição farta, basta o cardápio de sobremesas aparecer para o apetite reaparecer. Longe de ser apenas gula ou falta de autocontrole, esse impulso tem explicações bem fundamentadas na anatomia, no funcionamento do cérebro e até na nossa história evolutiva. A ciência ajuda a entender por que o doce ainda chama.
Um novo material desenvolvido a partir de plantas de áreas alagadas pode transformar a forma como nos protegemos do frio. Sustentável, renovável e com potencial climático positivo, essa inovação europeia aponta para uma moda que aquece o corpo sem aquecer o planeta — e desafia padrões consolidados da indústria têxtil.
Uma parte essencial da comunicação cerebral sempre esteve fora do nosso alcance. Agora, isso mudou. Cientistas desenvolveram uma tecnologia capaz de revelar, em tempo real, como os neurônios recebem e processam informações — um avanço que promete transformar a neurociência e abrir novas portas para o tratamento de doenças neurológicas.
Imagine viver em um lugar onde o calor é tão extremo que aparelhos eletrônicos precisam ser guardados no refrigerador — e pássaros simplesmente caem do céu. No coração do deserto australiano, existe uma cidade que resolveu esse problema de um jeito radical: indo para debaixo da Terra. Em tempos de aquecimento global acelerado, Coober Pedy parece menos excentricidade e mais um vislumbre do futuro.
Entre fogos, promessas e ressaca, o réveillon deixa um efeito colateral pouco comentado: a corrida às farmácias. Um estudo publicado na edição de Natal do British Medical Journal mostra que as vendas da pílula do dia seguinte sobem logo após a virada do ano — um sinal direto de mais sexo desprotegido em um período de acesso limitado a serviços de saúde.
O hype durou pouco. Depois de semanas de especulação nas redes, cientistas confirmaram que o 3I/Atlas não tem nada de nave alienígena disfarçada. Observações detalhadas em rádio descartaram qualquer sinal artificial vindo do objeto interestelar, reforçando o cenário mais simples — e mais provável: estamos diante de um cometa natural vindo de fora do Sistema Solar.