Dizer “Hey Google”, pedir uma previsão do tempo, criar um lembrete ou controlar algum dispositivo por voz virou um hábito para milhões de pessoas. Mas essa experiência está prestes a passar pela maior transformação desde que chegou aos celulares. Depois de meses conduzindo uma substituição gradual, o Google começou a avisar usuários sobre uma data definitiva que encerra um capítulo importante do Android e coloca a inteligência artificial no centro de tudo.
Uma mudança iniciada em 2025 agora ganha data definitiva

O Google começou a informar usuários de que o tradicional Google Assistente deixará oficialmente de funcionar em dispositivos móveis em 4 de setembro de 2026. A decisão conclui um processo de migração que vem sendo realizado há mais de um ano e coloca o Gemini definitivamente em seu lugar.
A substituição começou em março de 2025, quando a empresa anunciou planos para transformar seu assistente baseado em inteligência artificial na experiência principal dos dispositivos móveis. A estratégia previa posteriormente a expansão para outras categorias, incluindo tablets e automóveis equipados com Android Auto.
Na ocasião, a expectativa era retirar o Google Assistente clássico da maioria dos smartphones até o final de 2025. O cronograma, entretanto, acabou sendo alterado e o prazo foi empurrado para 2026.
Agora não há mais apenas uma previsão genérica.
Usuários começaram a receber e-mails nos quais o Google informa que o serviço será desativado oficialmente a partir de 4 de setembro. Alguns desses comunicados foram posteriormente compartilhados em plataformas como o Reddit.
A mensagem deixa clara a estratégia da empresa: o Gemini passa a ser considerado a experiência de assistente do Android.
Mas isso não significa que todos os aparelhos perderão o antigo serviço exatamente no mesmo instante.
O desaparecimento pode levar algumas semanas

Embora 4 de setembro seja a data oficial para o encerramento, o Google explicou que a mudança será implementada progressivamente e poderá levar algumas semanas até chegar a todos os usuários.
Depois que o processo for concluído em determinado dispositivo, não será possível voltar a utilizar o Google Assistente clássico no smartphone.
A mudança também pode alcançar tablets e aparelhos vinculados, como relógios inteligentes equipados com Wear OS. O Gemini assumirá essas funções nos dispositivos compatíveis, desde que atendam aos requisitos mínimos do sistema e estejam localizados em regiões onde o novo assistente esteja disponível.
Para quem já está acostumado com os comandos tradicionais, a transição foi pensada para parecer familiar.
Depois de configurado, o Gemini poderá ser acionado dizendo “Hey Google” ou mantendo pressionado o botão de energia do smartphone. A forma de chamar o assistente, portanto, permanece semelhante, mas o sistema que responde do outro lado será completamente diferente.
Há ainda outro detalhe importante. Quando o Gemini for definido como assistente no smartphone, ele também poderá assumir essa função nos dispositivos compatíveis vinculados ao celular.
Na prática, não se trata apenas de trocar um aplicativo por outro. O Google está reconstruindo toda a experiência em torno da inteligência artificial generativa.
O Google Assistente encerra uma história iniciada há quase dez anos
A mudança representa o fim de uma das ferramentas mais reconhecidas do ecossistema Android.
O Google Assistente foi lançado em 2016, em uma época muito diferente da atual corrida pela inteligência artificial generativa. Sua proposta era permitir uma interação mais natural com os produtos da empresa por meio de tecnologias como reconhecimento de voz e processamento de linguagem natural.
Com o passar dos anos, tornou-se capaz de executar uma enorme variedade de tarefas. Usuários podiam fazer perguntas, programar alarmes, criar lembretes, controlar dispositivos domésticos inteligentes, enviar mensagens e obter informações utilizando apenas a voz.
Durante muito tempo, esse modelo representou uma das formas mais avançadas de interação entre usuários e smartphones.
Então chegaram os novos modelos de IA.
Ferramentas como os chatbots generativos elevaram drasticamente as expectativas sobre aquilo que um assistente digital deveria conseguir fazer. Responder a comandos simples deixou de ser suficiente. Agora, espera-se que esses sistemas compreendam contexto, mantenham conversas complexas, analisem informações e executem tarefas que envolvem várias etapas.
É justamente nesse novo cenário que o Gemini assume o protagonismo.
Por que o Gemini está tomando o lugar de uma ferramenta tão conhecida
Para o Google, a inteligência artificial generativa está modificando profundamente a maneira como as pessoas interagem com a tecnologia.
O Gemini foi desenvolvido para ir além da lógica tradicional baseada principalmente em perguntas e comandos. A proposta envolve conversas mais naturais, compreensão de contextos complexos e integração crescente com aplicativos e serviços utilizados no cotidiano.
Isso ajuda a explicar por que a empresa optou por substituir o Google Assistente em vez de simplesmente manter as duas experiências indefinidamente.
A transição também simboliza uma transformação maior que está ocorrendo em toda a indústria. Assistentes digitais que durante anos funcionaram essencialmente como intermediários entre comandos de voz e funções do celular estão evoluindo para sistemas de IA capazes de interpretar pedidos muito mais elaborados.
Para milhões de usuários do Android, porém, a mudança será percebida de maneira muito mais simples.
Depois de quase uma década respondendo ao conhecido “Hey Google”, o Google Assistente está finalmente chegando ao fim. A frase continuará funcionando, mas, a partir de setembro, quem responderá será uma inteligência artificial de uma geração completamente diferente.
[Fonte: 65ymas]