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Tecnologia

Google permitirá remover marca d’água de imagens geradas por IA

Usuários poderão decidir se querem exibir a marca d’água visível em imagens, vídeos e músicas criados com inteligência artificial. Mesmo sem o selo, Google manterá tecnologias como SynthID e metadados C2PA para identificar a origem do conteúdo.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O Google começará a permitir que usuários removam a marca d’água visível das imagens criadas com a inteligência artificial do Gemini. A novidade também será aplicada a vídeos e músicas produzidos com as ferramentas de IA da empresa.

A mudança, porém, não significa que os arquivos ficarão completamente sem identificação. O Google continuará utilizando mecanismos invisíveis capazes de indicar que determinado conteúdo foi criado ou modificado por inteligência artificial.

Entre eles estão o SynthID, tecnologia de marca d’água invisível desenvolvida pela própria empresa, e os metadados associados ao padrão C2PA.

A nova configuração chegará gradualmente ao Gemini e ao Flow, ferramenta de criação e edição de vídeos do Google. Posteriormente, a empresa pretende incorporar a funcionalidade também à Busca.

Marca d’água visível do Gemini será opcional

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© Unsplash

Josh Woodward, vice-presidente do Gemini no Google, explicou que a possibilidade de remover a identificação estará disponível para conteúdos produzidos pelos modelos Nano Banana, Omni e Lyria.

Quando a função estiver disponível, os usuários encontrarão uma opção específica nas configurações dos arquivos multimídia.

A partir dela, será possível ativar ou desativar a marca d’água visível adicionada às criações produzidas por inteligência artificial.

A decisão tenta resolver uma das limitações das marcas tradicionais.

Embora um selo permita perceber rapidamente que determinada imagem ou vídeo foi produzido por IA, ele também pode atrapalhar o uso posterior do conteúdo.

Isso se torna especialmente importante para profissionais e criadores que utilizam ferramentas generativas em projetos nos quais uma marca sobreposta à imagem pode prejudicar o resultado final.

SynthID continuará identificando conteúdo criado por IA

Remover a marca visível não significa eliminar todos os mecanismos de identificação.

O Google continuará utilizando o SynthID para detectar conteúdos produzidos ou modificados por seus modelos de inteligência artificial.

A tecnologia funciona de maneira diferente de uma marca d’água tradicional. Em vez de colocar um símbolo ou texto sobre a imagem, o SynthID incorpora informações ao próprio conteúdo sem alterar de maneira perceptível sua aparência.

Assim, uma pessoa pode utilizar uma imagem sem um selo visível enquanto permanece disponível um mecanismo para verificar posteriormente sua procedência.

O Google também continuará adicionando informações vinculadas ao padrão C2PA.

Esse padrão utiliza metadados para registrar informações relacionadas à origem e ao histórico de conteúdos digitais, oferecendo outra camada para verificar sua procedência.

Imagens sem marca ainda poderão ter origem verificada

A estratégia do Google tenta separar duas questões diferentes: a apresentação visual do conteúdo e a possibilidade de verificar como ele foi produzido.

Mesmo depois da remoção da marca d’água, usuários poderão recorrer ao Gemini ou à Busca para tentar verificar se determinada imagem foi criada utilizando inteligência artificial.

Na prática, o Google deixará de exigir que toda criação apresente uma indicação visual permanente.

A escolha de mostrar ou não essa identificação ficará nas mãos do usuário, enquanto os mecanismos invisíveis continuarão funcionando nos bastidores.

A mudança pode facilitar principalmente o uso profissional das ferramentas generativas, já que imagens e vídeos poderão ser incorporados a outros projetos sem a necessidade de remover manualmente elementos visuais.

Google prepara ferramenta de verificação para desenvolvedores

FuncionariOS De Google
© Jaque Silva/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

O anúncio também acompanha outra iniciativa relacionada à identificação de conteúdos produzidos por inteligência artificial.

O Google está disponibilizando como código aberto o Credentio, uma biblioteca criada para permitir que desenvolvedores integrem mecanismos locais de validação em seus próprios aplicativos.

A proposta é facilitar a verificação da procedência de determinados arquivos sem depender exclusivamente de serviços externos.

A novidade chega em um momento no qual empresas de tecnologia buscam diferentes maneiras de lidar com a enorme quantidade de imagens, vídeos, áudios e outros materiais produzidos por IA.

No caso do Google, a estratégia será tornar opcional aquilo que as pessoas conseguem enxergar, mas preservar tecnologias capazes de verificar a origem dos arquivos.

Com isso, a empresa tenta encontrar um equilíbrio entre dar mais liberdade aos usuários de suas ferramentas criativas e manter mecanismos que ajudem a identificar conteúdos produzidos por inteligência artificial.

 

[ Fonte: Infobae ]

 

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