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Messi perde pênalti, quebra um recorde histórico e coloca a Argentina no mata-mata da Copa em uma noite que já entrou para o torneio

Lionel Messi viveu de tudo contra a Áustria: desperdiçou um pênalti, viu o jogo se complicar e terminou a noite com dois gols, um recorde histórico e a Argentina classificada.
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Tempo de leitura: 4 minutos

A Argentina está nas oitavas de final da Copa do Mundo, mas a vaga veio do jeito que o torneio mais gosta: com drama, tensão e um protagonista absoluto. Em Dallas, Lionel Messi viveu uma noite de extremos contra a Áustria. Errou quando parecia impossível errar, decidiu quando o time mais precisava e ainda transformou a vitória por 2 a 0 em um capítulo especial da história das Copas. No fim, a classificação veio acompanhada de um recorde que muda a galeria do Mundial.

Messi erra pênalti, se redime e coloca a Argentina nas oitavas

Messi perde pênalti, quebra um recorde histórico e coloca a Argentina no mata-mata da Copa em uma noite que já entrou para o torneio
© YouTube

A Argentina garantiu vaga no mata-mata da Copa do Mundo com uma vitória por 2 a 0 sobre a Áustria, mas o placar conta só uma parte da história. O jogo em Dallas foi daqueles em que Lionel Messi concentrou quase tudo: expectativa, tensão, frustração, redenção e recorde. Aos 44 do primeiro tempo e já nos acréscimos da etapa final, o camisa 10 marcou os dois gols da partida e conduziu os atuais campeões mundiais à segunda fase.

Com o resultado, os argentinos chegaram a seis pontos no Grupo J e já não podem mais ser alcançados fora da zona de classificação. A liderança da chave também ficou muito próxima e pode ser confirmada sem nem entrar em campo, caso Jordânia e Argélia não mudem o cenário da rodada seguinte. Mais importante que a matemática, porém, foi a sensação de que a Argentina mais uma vez se apoiou em seu jogador decisivo para atravessar uma partida que teve momentos bem mais desconfortáveis do que o placar sugere.

Messi chegou ao duelo cercado por uma possibilidade enorme: ultrapassar Miroslav Klose e se tornar o maior artilheiro da história das Copas do Mundo. E o roteiro parecia pronto para isso logo nos primeiros minutos. Aos 6, Lautaro Martínez sofreu pênalti após revisão do VAR, e o camisa 10 teve a chance perfeita de abrir o placar, bater a marca histórica e colocar a noite em modo de celebração desde cedo.

Mas a cobrança saiu torta. Messi tentou deslocar o goleiro e mandou para fora, desperdiçando uma chance raríssima e adicionando um dado incômodo à própria história: tornou-se o jogador com mais pênaltis perdidos em Copas com a bola rolando. O erro esfriou o estádio, deu novo fôlego à Áustria e abriu um tipo de partida que a Argentina não parecia disposta a jogar.

O recorde saiu no fim do primeiro tempo e mudou o rumo da partida

Messi perde pênalti, quebra um recorde histórico e coloca a Argentina no mata-mata da Copa em uma noite que já entrou para o torneio
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Depois do pênalti desperdiçado, Messi seguiu sendo o centro de tudo. Aos 18 minutos, voltou a aparecer com perigo ao deixar a marcação para trás e finalizar para grande defesa de Schlager. A Argentina tinha mais iniciativa, mas não controlava o jogo com a autoridade esperada, e a Áustria conseguia manter a partida em aberto.

O cenário só mudou de fato já perto do intervalo. Em um contra-ataque veloz, Facundo Medina avançou pela esquerda e cruzou rasteiro. Thiago Almada fez o corta-luz, a bola sobrou limpa para Messi, e o camisa 10 finalizou no canto para abrir o placar. O gol não foi apenas decisivo para desmontar a resistência austríaca. Ele também colocou o argentino sozinho no topo da artilharia histórica das Copas, superando Miroslav Klose e transformando a partida em mais uma noite de estatística monumental.

A partir daí, o jogo ganhou outra atmosfera. A Argentina foi para o intervalo em vantagem e com o peso emocional do recorde já resolvido, mas a partida ainda estava longe de encerrada. No segundo tempo, a Áustria cresceu, passou a ter mais posse de bola e obrigou os campeões mundiais a conviverem com um cenário menos confortável do que gostariam.

Messi ainda teve a chance de ampliar logo no início da etapa final, mas a bola escapou de seu domínio quando ele já aparecia em ótima posição. Do outro lado, a Áustria empurrou a Argentina para trás e passou a rondar a área, ainda que sem criar uma avalanche de oportunidades claras. A melhor chance veio em cobrança de falta de Sabitzer, defendida por Emiliano Martínez. Já nos acréscimos, Wimmer desviou uma bola parada e quase empatou em um lance que passou raspando a trave.

No sufoco final, Messi fechou a noite perfeita para a Argentina

Quando a Áustria parecia reunir forças para um último abafa, a Argentina encontrou o golpe final justamente em seu contra-ataque mais letal. Aos 49 minutos do segundo tempo, Messi puxou a transição pela direita e serviu Julián Álvarez, que parou no goleiro. No rebote, Paredes teve calma para devolver a bola ao camisa 10. A primeira tentativa foi travada, mas Messi insistiu, recuperou a jogada e mandou para a rede, decretando o 2 a 0 e encerrando qualquer drama.

O segundo gol serviu para resumir a noite. Houve o pênalti perdido, a pressão de um recorde histórico, o desconforto de um jogo ainda aberto e, no fim, a assinatura do protagonista em dose dupla. Messi terminou a partida com cinco gols em apenas dois jogos nesta Copa e reforçou a sensação de que a Argentina continua orbitando em torno de sua capacidade de decidir em palcos grandes.

A classificação ao mata-mata veio com autoridade nos pontos, mas não sem alguns alertas. A equipe mostrou força para resolver o jogo, porém voltou a oscilar em momentos importantes e permitiu que a Áustria crescesse demais em boa parte do segundo tempo. Ainda assim, a diferença entre ter um jogo controlado e um jogo resolvido, muitas vezes, cabe em um único nome. E, mais uma vez, esse nome foi Messi.

Agora, a Argentina espera a definição da rodada para saber se confirma a liderança do Grupo J e qual será seu caminho nas oitavas. A Áustria, por sua vez, ainda depende da última rodada para tentar avançar. Mas a noite em Dallas já deixou uma certeza: em uma Copa cheia de histórias novas, Messi segue encontrando um jeito de escrever as mais barulhentas.

[Fonte: ESPN]

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