Logo nos primeiros dias do ano, ficou claro que 2025 seria tudo, menos previsível. Crises políticas, conflitos armados e decisões econômicas com efeito dominó colocaram governos sob pressão e populações inteiras em estado de alerta. A seguir, os episódios que mais impactaram o mundo.
A volta de Donald Trump à Casa Branca

Em janeiro, Donald Trump tomou posse para seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos. A cerimônia aconteceu dentro do Capitólio, algo que não ocorria havia 40 anos, por causa do frio extremo em Washington. O evento reuniu ex-presidentes, empresários e autoridades estrangeiras, sob um esquema de segurança reforçado.
O retorno de Trump reacendeu debates sobre política externa, comércio internacional e o papel dos EUA em conflitos globais — temas que voltariam a dominar o noticiário ao longo do ano.
Vaticano vive despedida e recomeço histórico
A morte do papa Francisco encerrou um dos pontificados mais simbólicos da Igreja Católica recente. Conhecido pela defesa dos pobres, do meio ambiente e do diálogo entre religiões, Francisco deixou um legado que mobilizou fiéis em todo o mundo e levou o Vaticano a decretar luto oficial.
Pouco depois, o conclave elegeu o cardeal norte-americano Robert Prevost, que adotou o nome de Leão XIV. A escolha sinalizou uma tentativa de equilibrar tradição e renovação em meio à perda de fiéis e tensões internas na Igreja.
Tragédia em Hong Kong expõe falhas urbanas
Um incêndio de grandes proporções em torres residenciais de Hong Kong se tornou uma das maiores tragédias urbanas de 2025. Após vistorias nos prédios atingidos, o número de mortos chegou a 159, além de centenas de desaparecidos.
O caso levantou alertas globais sobre fiscalização, padrões de segurança e o risco de catástrofes em cidades superdensas.
Gaza entre a trégua e o medo do retorno da violência
O anúncio de um cessar-fogo em Gaza reacendeu a esperança de uma pausa após meses de bombardeios e deslocamentos forçados. Moradores relataram tentativas de retomar a rotina em meio a cidades destruídas, perdas familiares e a constante incerteza sobre a duração da trégua.
A região seguiu como símbolo da fragilidade de acordos de paz em conflitos prolongados.
Ucrânia e Rússia: negociações sem garantia de paz
A guerra no Leste Europeu continuou no centro das atenções em 2025. Estados Unidos e Ucrânia aguardaram respostas formais da Rússia sobre propostas de paz, enquanto Vladimir Putin manteve a exigência de cessão territorial como condição para encerrar o conflito.
Declarações de Trump indicaram pressão diplomática para abrir canais de negociação, mas a paz seguiu mais como hipótese do que como realidade.
Chile muda de rumo político
A eleição de José Antonio Kast à Presidência do Chile marcou uma virada conservadora no país. O resultado reacendeu debates sobre direitos sociais, política econômica e o papel do Estado, com impacto direto no cenário político da América Latina.
Venezuela volta ao centro do debate internacional
A líder da oposição venezuelana María Corina Machado ganhou destaque global ao receber o Prêmio Nobel da Paz, em reconhecimento simbólico à resistência democrática no país. Pouco depois, sua saída da Venezuela levantou dúvidas sobre segurança, pressão política e o futuro da oposição ao governo de Nicolás Maduro.
Decisões dos EUA mexem com a economia global
No campo econômico, Trump anunciou tarifas sobre produtos agrícolas, mas recuou ao suspender taxas sobre itens como café, carne, banana e açaí do Brasil. A decisão trouxe alívio a exportadores latino-americanos, mas expôs a instabilidade da política comercial americana e seus efeitos nas cadeias globais.
Roubo no Louvre choca o mundo da cultura
Em outubro, o Museu do Louvre, em Paris, fechou temporariamente após o roubo de oito joias históricas da coroa francesa. A ação, rápida e precisa, levantou debates sobre a proteção do patrimônio cultural mundial e levou a um reforço imediato na segurança do museu.
Ao olhar para trás, 2025 deixa um alerta claro: o mundo segue interligado, vulnerável e em constante transformação. Entre tentativas de paz, crises políticas e choques culturais, o ano mostrou que decisões locais podem ter impactos globais — e que o inesperado continua sendo a única certeza.
[Fonte: Correio Braziliense]