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Roubo no Louvre: suspeitos confessam furto de joias da coroa francesa

Dois homens detidos pela polícia francesa admitiram envolvimento no roubo milionário das joias da coroa no Museu do Louvre, em Paris. As peças, avaliadas em 88 milhões de euros, ainda não foram recuperadas. A investigação aponta que o assalto foi planejado por uma quadrilha altamente organizada.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O caso parecia cena de um filme, mas foi real. Um assalto em plena luz do dia à Galeria Apolo, uma das salas mais famosas do Museu do Louvre, terminou com o roubo de joias da coroa francesa avaliadas em mais de meio bilhão de reais. Agora, dois suspeitos confessaram o crime — mas as joias continuam desaparecidas.

Confissão e prisões em Paris

Roubo no Louvre: suspeitos confessam furto de joias da coroa francesa
© https://x.com/marianoosorio1/

Segundo a promotoria de Paris, os dois homens foram presos no último sábado (26) e interrogados por 96 horas. Ambos admitiram participação direta no furto ocorrido em 19 de outubro, quando ladrões invadiram o Louvre e levaram nove peças históricas.

O primeiro suspeito, de 34 anos e origem argelina, foi identificado por DNA encontrado em uma scooter usada na fuga. O segundo, de 39 anos, nasceu em Aubervilliers, subúrbio de Paris, e já tinha antecedentes por roubo qualificado. Seu DNA foi achado em vidros quebrados das vitrines.

Apesar das confissões, os dois alegaram que não estão mais com as joias — e que desconhecem o paradeiro delas. Outros dois cúmplices seguem foragidos.

Como foi o assalto milionário

O roubo durou apenas sete minutos e aconteceu em plena luz do dia. A quadrilha usou um caminhão guindaste para acessar uma janela da Galeria Apolo, no andar superior do museu. Uma vez dentro, arrombaram duas vitrines de alta segurança e levaram peças raras, incluindo um colar de esmeraldas com mais de mil diamantes, presente de Napoleão Bonaparte à sua esposa, e joias que pertenceram às rainhas Marie-Amélie e Hortense.

As autoridades estimam o valor total das peças em 88 milhões de euros (cerca de R$ 547 milhões). A procuradora Laure Beccuau afirmou que não há indícios de envolvimento de funcionários do museu e que os criminosos agiram de forma independente e altamente organizada.

Caçada internacional e pistas deixadas para trás

Mais de 100 investigadores participaram da operação que levou às prisões. Foram analisadas 150 amostras de DNA e vários objetos abandonados no local: luvas, um capacete e coletes refletivos. Um dos suspeitos foi capturado no Aeroporto Charles de Gaulle, tentando embarcar para a Argélia.

Apesar do avanço na investigação, as autoridades ainda não conseguiram rastrear as joias. Segundo Beccuau, “essas peças são invendáveis — qualquer pessoa que tentar comprá-las será acusada de receptação”.

A promotora fez um apelo público: “Ainda há tempo de devolvê-las. Elas pertencem ao Museu do Louvre e à nação francesa.”

Mistério e expectativa

Enquanto dois suspeitos aguardam indiciamento formal, o destino das joias da coroa francesa segue envolto em mistério. O caso reacendeu o debate sobre segurança em museus europeus e a vulnerabilidade de patrimônios históricos frente ao crime organizado.

A França, por sua vez, mantém esperança de recuperar as peças — não apenas pelo valor monetário, mas por sua importância cultural e simbólica. Afinal, poucas histórias unem tanto arte, história e audácia quanto o roubo no Louvre.

[Fonte: CNN Brasil]

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