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Ciência

Quem vive com gatos pode ter um coração mais saudável: estudo aponta redução de até 60% no risco cardiovascular

Eles são independentes, silenciosos e frequentemente associados ao conforto do lar. Agora, uma pesquisa sugere que os gatos podem oferecer um benefício inesperado aos seus tutores. Segundo cientistas, pessoas que convivem exclusivamente com felinos apresentaram os melhores indicadores cardiovasculares entre todos os grupos analisados.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Os gatos fazem parte da rotina de milhões de pessoas ao redor do mundo. Além da companhia e do vínculo emocional que desenvolvem com seus tutores, eles podem estar associados a benefícios importantes para a saúde.

Uma pesquisa publicada na revista Frontiers in Veterinary Science chamou a atenção da comunidade científica ao identificar uma relação entre a convivência com gatos e melhores indicadores cardiovasculares. Segundo os resultados, adultos de meia-idade que possuíam exclusivamente gatos apresentaram um risco significativamente menor de desenvolver doenças relacionadas ao coração.

Embora os pesquisadores ressaltem que o estudo não comprova uma relação direta de causa e efeito, os números levantaram novas questões sobre a influência dos animais de estimação no bem-estar físico e emocional.

O que o estudo descobriu

Os pesquisadores analisaram diferentes perfis de convivência com animais domésticos, incluindo pessoas que possuíam cães, gatos, múltiplos animais ou nenhum pet.

O resultado mais surpreendente apareceu entre participantes com idade entre 40 e 64 anos que conviviam exclusivamente com gatos.

Nesse grupo, os cientistas observaram os indicadores cardiovasculares mais favoráveis de toda a amostra estudada. De acordo com a análise estatística, o risco cardiovascular foi até 60% menor quando comparado a outros perfis avaliados.

Os resultados chamaram atenção porque a diferença observada foi mais expressiva do que aquela encontrada entre tutores de cães ou pessoas que conviviam com diferentes tipos de animais simultaneamente.

Por que os gatos poderiam influenciar a saúde do coração?

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© Pexels

Os pesquisadores acreditam que diversos fatores podem ajudar a explicar a associação encontrada.

Entre os principais estão a redução dos níveis de estresse, a presença constante de apoio emocional e o estabelecimento de rotinas domésticas mais tranquilas.

O simples ato de acariciar um gato já foi associado em pesquisas anteriores à diminuição da frequência cardíaca e da pressão arterial em situações de tensão.

Além disso, o ronronar dos felinos costuma ser percebido por muitos tutores como um estímulo relaxante, capaz de promover sensação de conforto e bem-estar.

Embora esses efeitos sejam difíceis de medir individualmente, eles podem contribuir para reduzir processos fisiológicos ligados ao estresse crônico, um dos fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Nem todas as faixas etárias apresentaram o mesmo resultado

Os benefícios observados não apareceram da mesma forma em todos os grupos analisados.

Segundo os autores, a associação entre convivência com gatos e menor risco cardiovascular foi mais evidente entre adultos de meia-idade.

Entre participantes mais jovens, os efeitos foram menos pronunciados e não alcançaram a mesma relevância estatística observada no grupo entre 40 e 64 anos.

Isso sugere que fatores relacionados ao estilo de vida, ao envelhecimento e ao contexto social podem influenciar a forma como a presença de um animal afeta a saúde humana.

O que a ciência já sabia sobre os benefícios dos animais de estimação

Gatos Domésticos
© FreePik

A nova pesquisa faz parte de uma linha crescente de estudos que investigam o impacto dos animais domésticos sobre a saúde.

Diversos trabalhos anteriores já haviam associado a convivência com pets a menores níveis de ansiedade, redução da sensação de solidão e melhora da qualidade de vida.

Também existem evidências de que animais de companhia podem contribuir para a regulação da pressão arterial e para o fortalecimento de vínculos sociais, especialmente em pessoas idosas.

No entanto, os cientistas alertam que os mecanismos biológicos envolvidos ainda não são totalmente compreendidos.

Um resultado promissor, mas que exige cautela

Apesar do entusiasmo gerado pelos números, os pesquisadores reforçam que o estudo identificou uma associação estatística, e não uma prova definitiva de que os gatos protegem diretamente o coração.

A saúde cardiovascular continua dependendo de fatores amplamente conhecidos, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do estresse, qualidade do sono e ausência do tabagismo.

Ainda assim, os resultados despertaram grande interesse porque sugerem que aspectos emocionais e afetivos podem desempenhar um papel mais importante na saúde do que se imaginava anteriormente.

Se futuras pesquisas confirmarem essa relação, os gatos poderão ganhar mais um título além de companheiros inseparáveis: o de aliados silenciosos na proteção do coração humano.

 

[ Fonte: El Español ]

 

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