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Mundo

As mortes que marcaram 2025 no Brasil e no mundo

O ano de 2025 foi marcado por despedidas que atravessaram fronteiras, idiomas e gerações. Ao longo dos meses, o mundo perdeu líderes políticos, artistas, intelectuais e figuras públicas que ajudaram a moldar debates, culturas e afetos. Algumas dessas mortes encerraram ciclos históricos; outras interromperam trajetórias ainda em movimento. Relembre, a seguir, as mortes que marcaram 2025 e por que esses nomes deixaram um vazio difícil de preencher.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Papa Francisco, o pontífice da mudança

A morte de Papa Francisco encerrou um dos papados mais simbólicos da história recente da Igreja Católica. Primeiro papa latino-americano, Francisco ficou conhecido por defender uma Igreja mais próxima dos pobres, por discursos firmes sobre justiça social, meio ambiente e acolhimento, e por tentar modernizar uma instituição historicamente resistente a mudanças.

As mortes que marcaram 2025 no Brasil e no mundo
© https://x.com/MartinDandach

Sua atuação extrapolou o campo religioso e influenciou debates globais sobre desigualdade, migração e crise climática. A despedida do pontífice gerou comoção mundial e mobilizou milhões de fiéis, líderes políticos e religiosos de diferentes crenças.

Pepe Mujica, símbolo de simplicidade na política

Outro adeus que marcou 2025 foi o do ex-presidente uruguaio José Mujica, conhecido mundialmente como Pepe Mujica. Muito além do cargo que ocupou, Mujica se tornou um símbolo de austeridade, coerência e crítica ao consumismo.

Vivendo de forma simples mesmo após deixar a presidência, ele ganhou respeito internacional por seus discursos diretos, filosóficos e, muitas vezes, desconfortáveis para o poder econômico. Sua morte foi sentida não apenas no Uruguai, mas em toda a América Latina, onde era visto como uma referência ética rara na política contemporânea.

Preta Gil, voz de liberdade e resistência

No Brasil, uma das perdas mais sentidas foi a da cantora, empresária e apresentadora Preta Gil. Filha de Gilberto Gil, ela construiu uma carreira própria, marcada por irreverência, defesa do corpo livre, combate ao racismo e à gordofobia, além de uma relação muito próxima com o público.

Preta transformou sua visibilidade em plataforma de ativismo e representatividade. Sua morte mobilizou fãs, artistas e movimentos sociais, que relembraram sua coragem em tratar temas ainda considerados tabu no entretenimento brasileiro.

Mario Vargas Llosa, um gigante da literatura

A literatura mundial também se despediu de um de seus maiores nomes. O escritor peruano Mario Vargas Llosa, vencedor do Nobel de Literatura, morreu deixando uma obra que atravessou décadas, regimes políticos e debates ideológicos.

Autor de romances fundamentais para entender a América Latina, Vargas Llosa transitou entre ficção, ensaio e jornalismo, sempre com forte presença no debate público. Sua morte foi lembrada como o fim de uma era para a literatura latino-americana, especialmente para a geração do chamado “boom” dos anos 1960.

Outras perdas que também marcaram o ano

Além desses nomes, 2025 foi um ano de múltiplas despedidas em diferentes áreas. Cientistas, artistas, atletas e personalidades públicas partiram, deixando contribuições que continuam influenciando suas áreas mesmo após a morte.

Em comum, essas perdas reforçaram uma sensação coletiva de transição. Muitas dessas figuras representavam pontes entre o passado e o presente — e sua ausência acentuou a percepção de que ciclos históricos estão se encerrando em ritmo acelerado.

Por que essas mortes tiveram tanto impacto?

O peso simbólico dessas despedidas vai além da fama. São pessoas que ajudaram a moldar imaginários, valores e discussões públicas. Em tempos de mudanças rápidas, crises políticas e transformações culturais intensas, perder referências costuma gerar um sentimento coletivo de desorientação.

Ao mesmo tempo, relembrar essas trajetórias também é uma forma de manter vivas ideias, obras e lutas que não se encerram com a morte física.

Um ano de despedidas e memórias

As mortes que marcaram 2025 funcionam como marcos de memória. Elas nos obrigam a olhar para trás, entender o impacto dessas figuras e refletir sobre o legado que deixam. Em um mundo que avança rápido demais, lembrar quem partiu também é uma forma de entender quem somos — e para onde estamos indo.

[Fonte: G1 – Globo]

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