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Criador de ‘Devoradores de estrelas’ aponta o maior erro de Star Wars e revela como salvar a franquia

Andy Weir, autor de Perdido em Marte e Devoradores de estrelas, acredita que Star Wars precisa abandonar uma fórmula repetitiva. Sua solução já foi explorada em uma das séries mais elogiadas da saga.
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Tempo de leitura: 4 minutos

Depois de conquistar leitores e espectadores com histórias de ficção científica, o escritor Andy Weir decidiu compartilhar sua visão sobre o futuro de Star Wars. Em entrevista publicada em novembro de 2026, o autor identificou um problema que, segundo ele, prejudica a continuidade da franquia: a necessidade constante de apresentar novas guerras capazes de ameaçar toda a galáxia. Para Weir, a solução não exige inventar outro grande vilão, mas explorar personagens e acontecimentos que ficaram à margem das histórias principais.

O problema de Star Wars, segundo Andy Weir

Desde sua estreia em 1977, Star Wars construiu boa parte de sua identidade em torno de conflitos entre forças opostas, batalhas espaciais e personagens destinados a mudar o futuro da galáxia.

Entretanto, para Andy Weir, repetir essa estrutura pode diminuir o impacto das vitórias conquistadas anteriormente.

Em entrevista ao portal americano SlashFilm, publicada em 2 de novembro, o escritor explicou que existe uma dificuldade narrativa quando uma história termina com a derrota de um grande inimigo, mas sua continuação apresenta imediatamente outra ameaça semelhante.

O exemplo mais evidente aparece na trilogia de sequências iniciada com Star Wars: O despertar da Força (2015).

Depois da derrota do Império Galáctico na trilogia original, os novos filmes introduziram a Primeira Ordem, organização militar que reproduzia diversos elementos do antigo regime.

Na avaliação de Weir, esse tipo de escolha pode enfraquecer a sensação de encerramento proporcionada pelas histórias anteriores.

A solução seria contar histórias de personagens desconhecidos

Em vez de inventar outra guerra gigantesca, o escritor propõe explorar acontecimentos paralelos aos conflitos já conhecidos.

A ideia seria tratar a Guerra Civil Galáctica, que colocou a Aliança Rebelde contra o Império, como um período histórico estabelecido dentro daquele universo.

Assim, os novos filmes poderiam acompanhar personagens que viveram durante esses acontecimentos, mas não participaram diretamente das aventuras de Luke Skywalker, Leia Organa e Han Solo.

Weir comparou essa possibilidade às inúmeras histórias de ficção ambientadas durante a Segunda Guerra Mundial.

Embora o desfecho do conflito seja conhecido, ainda existem incontáveis perspectivas humanas que podem ser exploradas.

Para o escritor, Star Wars possui uma galáxia suficientemente rica para apresentar protagonistas inéditos sem precisar ameaçar sua existência a cada nova produção.

Andor seria o exemplo de como fazer isso funcionar

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© YouTube

Uma das produções favoritas de Andy Weir é Andor, série protagonizada por Diego Luna.

A história acompanha Cassian Andor antes dos acontecimentos de Rogue One: Uma história Star Wars (2016), mostrando a formação da resistência contra o Império.

Diferentemente das aventuras centradas nos Jedi, a série dedica grande parte de sua narrativa a conflitos políticos, espionagem, repressão e decisões individuais.

Essa abordagem permite compreender como pessoas comuns participaram de uma rebelião que posteriormente mudaria o destino da galáxia.

Weir elogiou especialmente a escrita e a complexidade da produção, destacando que o formato televisivo ofereceu espaço para desenvolver seus personagens.

Entretanto, ele também reconheceu que uma narrativa tão extensa seria difícil de reproduzir em um filme convencional de aproximadamente duas horas.

Sua proposta, portanto, não significa transformar todas as futuras produções em séries, mas adaptar o tipo de história ao formato mais adequado.

Rogue One já demonstrou o potencial dessa estratégia

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© YouTube

A proposta de Weir também encontra um precedente importante em Rogue One.

O longa acompanha um grupo de rebeldes encarregado de obter os planos da Estrela da Morte, missão fundamental para os acontecimentos do primeiro Star Wars.

Embora o público já conhecesse o resultado da operação, o filme conseguiu construir tensão ao apresentar personagens inéditos e explorar os custos pessoais da guerra.

Outras produções, como Star Wars Rebels, também ampliaram o universo ao acompanhar personagens que não pertencem à família Skywalker.

Esses exemplos demonstram que a franquia pode desenvolver histórias conectadas à cronologia original sem depender exclusivamente de novas ameaças galácticas.

Andy Weir poderia escrever um filme de Star Wars?

Até o momento, não existe anúncio oficial de que Andy Weir esteja desenvolvendo um projeto para a Lucasfilm.

Suas declarações representam uma opinião criativa sobre o futuro da franquia, não uma proposta formal aprovada pelo estúdio.

O escritor é conhecido por obras como Perdido em Marte e Devoradores de estrelas, que combinam aventuras espaciais com problemas científicos e personagens que precisam encontrar soluções engenhosas.

Essa experiência ajuda a explicar seu interesse por histórias mais concentradas nas decisões individuais do que em batalhas de proporções gigantescas.

Para os fãs, sua sugestão apresenta uma possibilidade interessante: expandir Star Wars sem desfazer constantemente as conquistas de seus protagonistas.

A ideia central é simples: uma galáxia inteira oferece muito mais histórias do que apenas a próxima guerra entre o bem e o mal.

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