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França bate recorde histórico de incêndios enquanto fogo avança também na Espanha

A temporada de incêndios na Europa atingiu um novo patamar. França registra a maior área queimada de sua história, enquanto a Espanha enfrenta dezenas de grandes focos ativos e milhares de evacuações.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O verão europeu de 2026 está sendo marcado por uma sequência de incêndios florestais sem precedentes. Em poucos meses, milhares de hectares foram consumidos pelas chamas na França e na Espanha, obrigando centenas de milhares de pessoas a deixar suas casas. Autoridades alertam que a situação continua crítica, com focos ainda fora de controle e o risco de novos incêndios permanecendo elevado.

França registra a pior temporada de incêndios de sua história

França bate recorde histórico de incêndios enquanto fogo avança também na Espanha
© Pexels

A França atingiu uma marca inédita em 2026.

Desde o início do ano, quase 98 mil hectares foram destruídos pelos incêndios florestais, segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, que classificou o cenário como um “recorde histórico”.

Grande parte da devastação está concentrada na região de Gironda, no sudoeste do país, onde o avanço das chamas tem mobilizado um enorme contingente de bombeiros e equipes de emergência.

Apesar dos esforços, diversos incêndios seguem ativos em diferentes partes do território francês.

Além de Gironda, os departamentos de Landes e Var continuam enfrentando focos considerados fora de controle, dificultando o trabalho das autoridades e aumentando a preocupação com novas frentes de fogo.

Centenas de milhares de pessoas tiveram que abandonar suas casas

França bate recorde histórico de incêndios enquanto fogo avança também na Espanha
© Pexels

A dimensão da emergência pode ser medida pelo número de evacuações.

Somente em Gironda, cerca de 167 mil pessoas foram retiradas preventivamente de áreas ameaçadas pelas chamas.

Outras 30 mil deixaram suas residências no departamento de Landes, elevando ainda mais o total de deslocados.

As operações envolvem serviços de emergência, forças de segurança e autoridades locais, que trabalham para proteger a população enquanto tentam conter o avanço do fogo.

As condições climáticas, combinadas com vegetação seca e ventos intensos em algumas regiões, continuam favorecendo a propagação dos incêndios.

Espanha também enfrenta uma temporada muito acima da média

O cenário espanhol é igualmente preocupante.

Entre 1º de janeiro e 25 de julho, aproximadamente 126 mil hectares já foram consumidos pelo fogo, segundo dados provisórios do Ministério para a Transição Ecológica.

O número representa um salto expressivo em relação ao mesmo período de 2025, quando cerca de 24 mil hectares haviam sido queimados.

Na prática, a área devastada neste ano é mais de cinco vezes superior à registrada no ano anterior.

Os incêndios também provocaram uma ampla operação de evacuação.

Até o momento, aproximadamente 70 mil moradores precisaram deixar suas casas, incluindo 25 mil novas evacuações anunciadas pelas autoridades após o agravamento da situação.

Entre os focos mais críticos estão dois grandes incêndios que permanecem ativos entre as províncias de Madri e Ávila, no centro do país.

Governo espanhol volta a relacionar incêndios às mudanças climáticas

Durante visita às áreas afetadas na Serra Oeste da Comunidade de Madri, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que o momento exige prioridade total na proteção da população.

Segundo ele, salvar vidas continua sendo o principal objetivo das operações de emergência.

Sánchez também voltou a defender um pacto nacional para enfrentar a emergência climática e pediu que todas as instituições públicas baseiem suas decisões nas evidências apresentadas pela comunidade científica.

Os dados reforçam a gravidade da temporada.

Até agora, a Espanha contabilizou 32 grandes incêndios em 2026 entre janeiro e julho, muito acima da média de nove ocorrências registrada na última década para o mesmo período.

Enquanto bombeiros seguem combatendo focos ativos em diferentes regiões da Europa, especialistas alertam que temperaturas elevadas, períodos prolongados de seca e condições meteorológicas extremas aumentam o risco de novos incêndios nas próximas semanas.

[Fonte: DW]

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