Quanto vai custar visitar o Louvre?
A partir de 14 de janeiro de 2026, quem não for do Espaço Econômico Europeu — que inclui União Europeia, Islândia, Liechtenstein e Noruega — pagará 32 euros (cerca de R$ 198) para entrar no Louvre. É um aumento de 10 euros em relação ao valor atual.
A decisão foi aprovada pelo conselho de administração do museu e atinge especialmente:
- Americanos, o maior grupo de visitantes internacionais
- Chineses, o terceiro maior contingente
- Turistas da América Latina, incluindo brasileiros
O Louvre recebeu 8,7 milhões de visitantes no último ano, e 69% deles eram estrangeiros.
Por que o Louvre está aumentando o preço?

Segundo o próprio museu, o reajuste deve render entre 15 e 20 milhões de euros por ano, recursos destinados a enfrentar “problemas estruturais”. Um relatório recente do Tribunal de Contas francês apontou que o Louvre acumula uma “montanha de investimentos” que não consegue financiar, em parte pela falta de priorização dos projetos.
O aumento também acontece após o roubo espetacular de 19 de outubro, quando joias da coroa francesa foram levadas, revelando falhas graves em equipamentos de segurança.
Em janeiro de 2024, o ingresso já havia subido de 17 para 22 euros — um reajuste que atingiu todos os visitantes. Agora, o foco passa a ser apenas o público de fora da Europa.
Polêmica entre funcionários e pressão sobre a equipe
Sindicatos criticaram a decisão, alegando que o Louvre deve manter seu caráter de “universalismo” e garantir “acesso igualitário” às coleções. As entidades também afirmam que o quadro de funcionários já é insuficiente e que o novo sistema pode sobrecarregar as equipes, que agora terão de verificar a nacionalidade de cada visitante.
Um museu indispensável — e cada vez mais caro
O Louvre continua sendo um dos pontos culturais mais desejados do mundo, mas o aumento no ingresso para turistas internacionais adiciona um novo obstáculo para quem planeja visitar Paris.
Para além do impacto financeiro, o reajuste reacende uma discussão importante: como equilibrar preservação, segurança e acesso público em instituições que recebem milhões de pessoas por ano? A resposta pode definir o futuro de um dos museus mais icônicos da história.
[Fonte: Correio Braziliense]