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O impressionante vídeo que mostra o interior do furacão Melissa antes de atingir a Jamaica

Imagens registradas por uma equipe de reconhecimento meteorológico dos Estados Unidos revelam o interior do furacão Melissa, um dos mais potentes já observados no Caribe. O fenômeno, de categoria 5, devastou a Jamaica e segue agora em direção a Cuba.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Um vídeo divulgado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos mostrou o momento em que uma aeronave do Esquadrão 53 de Reconhecimento Meteorológico, conhecido como os “Caçadores de Furacões”, penetrou o olho do furacão Melissa minutos antes de seu impacto direto sobre a Jamaica.

As imagens capturam o chamado “efeito estádio”, fenômeno visual em que as paredes de nuvens se elevam em espiral, formando uma abertura central de aparente calma — o olho do furacão. O avião precisou atravessar camadas densas de nuvens e ventos extremos para obter dados cruciais sobre a trajetória e intensidade do ciclone.

Melissa, um monstro de categoria 5

De acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA, Melissa alcançou ventos sustentados de até 280 km/h e rajadas ainda mais fortes, mantendo a categoria 5, o nível máximo da escala Saffir-Simpson. O furacão trouxe consigo chuvas torrenciais, inundações súbitas e marés ciclônicas “catastróficas”, obrigando centenas de milhares de pessoas a buscar refúgio.

O fenômeno chegou ao Caribe nas primeiras horas de terça-feira, arrasando partes do Haiti, da República Dominicana e da Jamaica. Até o momento, as autoridades relatam sete mortes confirmadas e mais de 600 mil pessoas evacuadas em Cuba, que se prepara para o impacto direto do sistema nas próximas horas.

O impacto na Jamaica

A ilha caribenha enfrentou ventos destrutivos e inundações em larga escala. Andrew Holness, primeiro-ministro da Jamaica, afirmou antes da chegada da tempestade que o país havia feito “tudo o que estava ao seu alcance” para se preparar, mas reconheceu que “nenhuma infraestrutura na região é capaz de suportar um furacão de categoria cinco”.

O governo mobilizou centenas de abrigos emergenciais, orientando a população a refugiar-se em locais seguros e a obedecer as ordens de evacuação em áreas de risco. “O medo de perder casas, empregos e meios de subsistência é profundo”, declarou Holness.

Enquanto isso, equipes de emergência trabalham para restaurar energia e comunicações, que foram interrompidas em grande parte do território. As primeiras imagens de Kingston e Montego Bay mostram edifícios destelhados, árvores arrancadas e ruas submersas.

Rumo a Cuba e às Bahamas

Com o centro localizado a cerca de 200 quilômetros ao sul de Guantánamo, o furacão deve seguir para o sudeste de Cuba nas próximas horas, levando ventos destrutivos e chuvas intensas. O NHC prevê que, após cruzar a ilha, Melissa avance em direção ao centro das Bahamas ainda nesta quarta-feira, mantendo grande parte de sua força.

Os meteorologistas alertam que, mesmo que o sistema perca um pouco de intensidade ao interagir com o relevo cubano, as inundações e deslizamentos de terra continuarão sendo uma ameaça significativa em toda a região.

Um olhar dentro da fúria da natureza

O vídeo capturado pelos “Caçadores de Furacões” oferece uma rara perspectiva de dentro de um fenômeno tão extremo. No centro da tempestade, a aparente tranquilidade do olho contrasta com o caos absoluto das paredes de nuvem ao redor, onde os ventos atingem velocidades devastadoras.

Essas missões são essenciais para melhorar os modelos de previsão e a resposta emergencial diante de desastres climáticos. No caso de Melissa, os dados coletados permitirão avaliar com mais precisão a intensidade das próximas tempestades tropicais que surgem em um Atlântico cada vez mais quente — um reflexo direto do aquecimento global e das mudanças climáticas.

 

[ Fonte: Radio Mitre ]

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