Coloque um iPhone 18 Pro Max ao lado do modelo anterior e talvez seja necessário olhar duas vezes para descobrir qual é o novo. A Apple preservou grande parte da fórmula visual, mas concentrou suas mudanças onde elas podem fazer mais diferença no uso diário. Depois das primeiras horas com o aparelho, um recurso se destaca: a câmera ganhou um mecanismo físico que muda algo que o iPhone quase sempre deixou nas mãos do software.
Por fora, encontrar as diferenças virou um desafio

A primeira impressão é de continuidade.
Segundo o teste inicial do Xataka, o iPhone 18 Pro Max é muito parecido com o 17 Pro Max. O formato geral permanece familiar, assim como o grande módulo traseiro de câmeras.
A Dynamic Island ficou menor e agora pode acomodar três atividades simultaneamente. A tela mantém bordas bastante reduzidas e o modelo testado na cor preta apresenta uma tonalidade que pode parecer azulada dependendo da iluminação.
Por dentro, porém, há mudanças importantes.
O novo A20 Pro é fabricado em processo de 2 nanômetros e traz CPU de seis núcleos, GPU de sete núcleos e dois Neural Engines de 16 núcleos. A Apple afirma que a GPU pode ser até 40% mais rápida que a geração anterior.
Nos testes preliminares realizados pelo Xataka, o aparelho registrou 4.710 pontos em single-core e 12.620 em multi-core no Geekbench 6. São números iniciais, portanto ainda não substituem avaliações mais prolongadas de desempenho e temperatura.
Mas é quando a câmera entra em cena que esta geração começa a parecer realmente diferente.
A câmera ganhou uma peça que realmente se movimenta

O iPhone 18 Pro e o Pro Max estreiam uma câmera principal Fusion de 48 megapixels com abertura variável.
Em vez de depender apenas de processamento computacional para simular determinados efeitos, o aparelho consegue modificar fisicamente a abertura pela qual a luz chega ao sensor. A implementação oferece ajustes entre aproximadamente f/1,48 e f/4.
Parece um detalhe técnico, mas muda bastante a fotografia.
Uma abertura maior permite entrada de mais luz e produz menor profundidade de campo. Isso pode criar aquele fundo naturalmente desfocado em retratos e fotos de objetos próximos.
Ao fechar o diafragma, mais elementos da cena permanecem focados.
No teste inicial, essa diferença foi claramente perceptível e surpreendeu positivamente o autor, que anteriormente questionava a utilidade desse recurso em smartphones.
Existe uma razão para isso.
Sensores de celulares cresceram. Com sensores maiores, controlar fisicamente a profundidade de campo começa a oferecer possibilidades que eram menos relevantes nos smartphones de alguns anos atrás.
A Apple finalmente entregou controles que usuários Android conhecem há anos
Outra mudança talvez agrade ainda mais quem gosta de fotografar manualmente.
O aplicativo de câmera agora permite controlar parâmetros profissionais diretamente, incluindo balanço de branco, velocidade do obturador e abertura.
Não é uma revolução no mercado de smartphones.
Fabricantes Android oferecem controles semelhantes há várias gerações.
A diferença está na integração.
O Xataka destaca que os ajustes podem ser personalizados e colocados em uma área de acesso rápido da interface. Assim, quem costuma alterar balanço de branco ou profundidade de campo não precisa navegar constantemente por menus.
No Pro Max, existe uma pequena inconveniência: alguns controles ficam altos demais para serem alcançados confortavelmente com o polegar.
Ainda assim, é uma mudança significativa na filosofia da câmera do iPhone.
O usuário continua podendo simplesmente apontar e fotografar, mas agora existe uma camada adicional para quem deseja assumir o controle.
O teleobjetivo ainda parece estar atrás dos principais rivais
Nem todas as primeiras impressões são igualmente positivas.
O teleobjetivo continua sendo o ponto em que o aparelho parece ter mais dificuldade para acompanhar alguns concorrentes chineses, segundo a avaliação inicial do Xataka.
O sistema oferece zoom de até 8x com qualidade óptica, mas determinadas situações podem fazer o telefone recorrer à câmera principal em vez do teleobjetivo dedicado.
Já a câmera ultrawide mantém boa consistência de cores em relação à principal e continua oferecendo foco próximo para fotografias macro, embora algumas imagens iniciais apresentem perda de nitidez em determinados elementos.
A filosofia de processamento também permanece familiar.
O iPhone tende a buscar uma reprodução relativamente natural das cores, em vez de aumentar agressivamente saturação e contraste para produzir imagens imediatamente mais chamativas.
A maior mudança pode estar justamente em devolver escolhas ao fotógrafo
Ainda faltam testes importantes.
O Xataka não havia completado um ciclo de bateria no momento das primeiras impressões, e uma análise definitiva precisará avaliar autonomia, temperatura, desempenho sustentado e câmeras em diferentes condições.
A Apple promete avanços consideráveis nesses pontos. O Pro Max, por exemplo, recebe uma bateria maior, enquanto uma nova câmara de vapor com três vezes mais área ajuda o A20 Pro a manter desempenho elevado por períodos maiores.
Mas as primeiras horas revelam algo interessante.
Durante anos, a fotografia do iPhone avançou principalmente através de processamento computacional: o usuário apertava o botão e algoritmos tomavam grande parte das decisões.
O iPhone 18 Pro não abandona essa abordagem.
Ele simplesmente acrescenta outra possibilidade.
Agora, quem quiser pode decidir quanta luz entra fisicamente pela lente, controlar o balanço de branco e alterar outros parâmetros sem instalar aplicativos especializados.
Por fora, talvez seja difícil diferenciar esta geração da anterior.
Por dentro da câmera, porém, a Apple finalmente decidiu devolver algumas decisões para quem está atrás dela.
[Fonte: Xataka]