Depois do Golfo do México e do Lago Ontário, Donald Trump passou a mencionar os oceanos Atlântico e Pacífico como possíveis alvos de uma mudança de nome. Durante um comício em Clarksville, em 10 de outubro, o presidente afirmou que os Estados Unidos também deveriam ter um oceano e um grande rio com nomes associados ao país. A sugestão misturou humor e referências às iniciativas anteriores de seu governo.
Uma sugestão apresentada ao público

Trump mencionou duas opções: “Oceano Trump” e “Oceano das Américas”. O público reagiu com risos e aplausos quando o presidente apresentou a possibilidade de usar seu próprio sobrenome.
Ele também falou em renomear um grande rio, mas descartou o Hudson e o Mississippi. No caso do Hudson, fez referência ao explorador homenageado pelo nome. Ao mencionar o Mississippi, destacou sua afinidade com o estado de mesmo nome.
A fala apresentou possibilidades, sem escolher um dos oceanos ou anunciar uma ordem executiva para implementar a mudança.
O precedente do Golfo do México
O governo já transformou declarações sobre nomes geográficos em medidas administrativas. Em janeiro de 2025, uma ordem executiva publicada pela Casa Branca determinou a adoção de “Golfo da América” nas referências federais abrangidas pelo documento.
A medida incluiu alterações no sistema oficial de informações geográficas e orientações para mapas, contratos e comunicações de órgãos públicos.
A mesma ordem também determinou a retomada do nome Monte McKinley para a montanha anteriormente chamada Denali na nomenclatura federal. O parque nacional ao redor preservou o nome Denali.
O documento apresentou essas decisões como parte de uma política destinada a homenagear figuras históricas e valorizar a identidade nacional americana.
O Lago Ontário entrou na lista em agosto
Em 27 de agosto de 2026, Trump assinou outra ordem executiva, desta vez para adotar “Lago da América” nas referências do governo federal ao Lago Ontário.
O texto orientou o Departamento do Interior e o Conselho de Nomes Geográficos a atualizar os registros e padronizar a denominação em documentos oficiais.
Na justificativa, o governo destacou a importância econômica, histórica e estratégica do lago. Também mencionou investimentos americanos na região dos Grandes Lagos e sua utilização para transporte, abastecimento e geração de energia.
Uma decisão americana não uniformiza todos os mapas

O alcance dessas mudanças exige uma distinção entre a nomenclatura federal e o uso por outras organizações. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o Conselho de Nomes Geográficos estabelece a referência oficial para uso federal. Cada empresa ou instituição responde pela maneira como utiliza e atualiza essas informações.
O caso do golfo mostra como diferentes denominações podem coexistir. Em fevereiro de 2025, o Google explicou a mudança no Maps: usuários nos Estados Unidos veriam “Golfo da América”, enquanto aqueles no México continuariam vendo “Golfo do México”. Nos demais países, apareceriam os dois nomes.
A empresa informou que a localização do usuário ou a região selecionada ajuda a determinar a denominação exibida. Assim, uma atualização oficial americana pode produzir resultados diferentes dentro do mesmo aplicativo.
Esse precedente ajuda a dimensionar a sugestão sobre os oceanos. Mesmo uma futura mudança nas referências federais dependeria de decisões adicionais para aparecer em produtos privados. A declaração no comício, por si só, não altera os nomes exibidos nos mapas.