Durante anos, o calendário da Apple foi relativamente previsível: novos iPhones em setembro, atualizações de Macs e iPads e algumas surpresas espalhadas pelo caminho. Os próximos anos podem quebrar completamente essa rotina. Informações de bastidores apontam para uma das maiores sequências de lançamentos da história da companhia, com produtos inéditos, formatos diferentes e uma expansão que pode levar a empresa para lugares onde ela nunca competiu diretamente.
O primeiro grande passo pode acontecer em poucos dias
O próximo evento da Apple, previsto para 9 de setembro, deve funcionar como ponto de partida dessa transformação.
Entre os produtos esperados estão o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max, além de novas gerações do Apple Watch e dos AirPods.
Mas existe uma máquina que concentra boa parte da expectativa: o primeiro iPhone dobrável.

Conhecido informalmente como iPhone Ultra, o aparelho representaria uma mudança radical para uma empresa que permaneceu fora do mercado de celulares dobráveis durante anos.
As informações disponíveis apontam para uma grande tela interna acompanhada por um painel externo menor. Quando fechado, o dispositivo teria dimensões próximas às de um passaporte.
O preço também deverá colocá-lo entre os aparelhos mais caros da marca, possivelmente acima dos US$ 2.000.
A mudança mais estranha pode acontecer no MacBook
Durante anos, a Apple resistiu a uma ideia que fabricantes de computadores com Windows adotaram há bastante tempo: colocar uma tela sensível ao toque no notebook.
Essa barreira pode finalmente desaparecer.
Um MacBook de nova geração estaria sendo preparado com painel OLED e touchscreen, acompanhado de mudanças importantes no design.
Isso não significaria necessariamente transformar o Mac em um iPad.
A estratégia seria adaptar o macOS para permitir determinadas interações por toque sem abandonar teclado e trackpad como principais formas de controle.
Também estão previstas atualizações mais convencionais para outros computadores, incluindo novas gerações de chips para iMac, MacBook Air, Mac mini e Mac Studio.
Mas o touchscreen teria um peso simbólico diferente: representaria uma mudança em uma filosofia que a empresa defendeu durante muitos anos.
A casa pode virar uma das novas fronteiras da empresa

Outra peça importante desse roteiro não cabe no bolso.
A Apple estaria preparando um hub doméstico inteligente com tela, desenvolvido para funcionar como centro de controle da casa conectada.
O dispositivo poderia reunir funções atualmente espalhadas entre iPhone, HomePod, Apple TV e outros aparelhos.
A ideia incluiria comandos de voz, videochamadas, widgets e controle de acessórios domésticos.
Novas versões do Apple TV e do HomePod mini também aparecem no cronograma.
A inteligência artificial deverá ocupar uma posição central nesse ecossistema, especialmente por meio de uma Siri mais avançada e capaz de compreender melhor o contexto do usuário.
Isso poderia preparar o terreno para produtos ainda mais ambiciosos.
Em 2027, a Apple pode colocar câmeras em lugares inesperados

Os AirPods também podem mudar bastante.
Uma futura geração estaria sendo desenvolvida com câmeras integradas, não necessariamente para tirar fotografias como um celular, mas para permitir que sistemas de inteligência artificial compreendam melhor aquilo que existe ao redor do usuário.
A ideia seria aproximar áudio, visão computacional e assistentes inteligentes.
Mas existe outro projeto potencialmente mais importante: os primeiros óculos inteligentes da Apple.
Em vez de repetir a proposta pesada e imersiva do Vision Pro, esses óculos estariam mais próximos do formato de um acessório convencional.
Câmeras, microfones e inteligência artificial permitiriam interpretar objetos e situações do ambiente sem obrigar o usuário a utilizar um grande headset.
Seria uma mudança significativa na estratégia de computação espacial da empresa.
O aniversário do iPhone também pode trazer uma transformação radical
O ano de 2027 marcará duas décadas desde o lançamento do primeiro iPhone.
A Apple estaria preparando uma reformulação especial para celebrar essa data.
Entre as possibilidades mencionadas aparece um aparelho com uma superfície frontal quase completamente ocupada pela tela e vidro envolvendo de maneira mais ampla as laterais.
O objetivo seria reduzir ainda mais os elementos visíveis ao redor do display.
Ao mesmo tempo, o primeiro iPhone dobrável já poderia ganhar sua segunda geração.
Essa combinação mostra uma estratégia curiosa: em vez de apostar em um único formato para substituir o smartphone tradicional, a Apple poderia manter diferentes caminhos simultaneamente.
Depois dos óculos pode chegar algo que se movimenta pela casa
Os planos atribuídos à empresa ficam ainda mais incomuns quando o calendário avança para 2028 e 2029.
Um dos projetos em desenvolvimento seria um robô doméstico de mesa.

A ideia estaria relacionada ao hub inteligente, mas adicionaria movimento físico. Uma tela instalada sobre um braço robótico poderia acompanhar a pessoa, ajustar sua posição durante chamadas e funcionar como uma presença mais ativa dentro do ambiente.
Também aparecem no horizonte novas gerações do Vision Pro, telas OLED em outros computadores e dispositivos dobráveis maiores.
Nem todos esses projetos necessariamente chegarão às lojas. Produtos em desenvolvimento podem ser modificados, adiados ou cancelados antes do lançamento.
O verdadeiro lançamento pode ser uma nova Apple
Essa sequência é importante porque sugere algo maior do que uma simples renovação de catálogo.
Durante boa parte das últimas duas décadas, a Apple construiu seu ecossistema ao redor de algumas categorias extremamente bem-sucedidas: iPhone, Mac, iPad, Watch e AirPods.
Agora, a empresa parece procurar novas superfícies para colocar software, sensores e inteligência artificial.
Uma delas dobra. Outra fica sobre o rosto. Outra permanece dentro de casa. E uma delas pode até se movimentar sobre uma mesa.
Se todos esses projetos avançarem, os próximos anos não serão apenas uma sucessão de novos aparelhos.
Podem representar a tentativa mais ambiciosa da Apple em muito tempo de descobrir qual será o dispositivo que vem depois do smartphone.
[Fonte: Ambito]