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Tecnologia

China acelera a corrida dos robôs humanoides: banco dobra previsão de entregas para 2026 e aposta em uma revolução nas fábricas, lojas e serviços

O mercado chinês de robôs humanoides ganhou um novo impulso após o Morgan Stanley revisar drasticamente suas projeções para os próximos anos. A expectativa é que a adoção comercial avance muito mais rápido do que o previsto, impulsionada por políticas públicas, cadeias de suprimentos maduras e aplicações cada vez mais concretas.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Durante muito tempo, os robôs humanoides pareciam existir apenas como promessas futuristas exibidas em feiras de tecnologia. Nos últimos anos, porém, esse cenário começou a mudar. Embora empresas como a Tesla tenham popularizado a ideia de máquinas capazes de executar tarefas humanas, é a China que vem transformando esse conceito em aplicações comerciais reais. Agora, uma nova projeção do Morgan Stanley reforça essa tendência ao indicar que o mercado chinês pode crescer em um ritmo muito mais acelerado do que se imaginava.

Morgan Stanley revisa projeções e surpreende o mercado

O banco de investimentos elevou, pela segunda vez apenas neste ano, sua estimativa para o número de robôs humanoides que serão enviados ao mercado chinês em 2026.

A nova projeção aponta para cerca de 50 mil unidades comercializadas, praticamente o dobro da previsão anterior, de 28 mil robôs. O salto é ainda mais expressivo quando comparado ao cenário traçado em janeiro, quando o Morgan Stanley esperava apenas 14 mil unidades.

A revisão mostra que a instituição passou, em poucos meses, de uma visão cautelosa para uma perspectiva muito mais otimista sobre a velocidade com que essa indústria está amadurecendo.

O crescimento reflete aplicações reais

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© Unsplash

Segundo o banco, essa projeção considera apenas robôs destinados ao mercado externo, excluindo equipamentos produzidos para testes internos, desenvolvimento de protótipos ou demonstrações.

Essa diferença é importante porque o setor ainda está em fase inicial de expansão, com muitas empresas desenvolvendo modelos que sequer chegaram ao mercado.

Mesmo assim, o Morgan Stanley estima que o segmento chinês de robôs humanoides movimentará aproximadamente US$ 2 bilhões em 2026. Até 2030, esse valor poderá alcançar US$ 15 bilhões, impulsionado por um volume anual estimado de 446 mil unidades.

O interesse vai além da inteligência artificial

Para os analistas do banco, o avanço não está sendo impulsionado apenas pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial.

Segundo Sheng Zhong, analista do Morgan Stanley, a rápida evolução do setor é resultado da combinação entre validação comercial, incentivos governamentais e uma cadeia de suprimentos capaz de atender à crescente demanda.

Na prática, isso significa que os robôs humanoides deixaram de ser apenas demonstrações tecnológicas para começar a ocupar espaços produtivos onde conseguem gerar retorno econômico.

Esse amadurecimento reduz parte das incertezas que cercavam a indústria e torna os investimentos mais atrativos para fabricantes e empresas.

As fábricas lideram a adoção

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© VCG

Ao contrário do que muitos imaginam, a primeira grande onda de robôs humanoides não deve acontecer dentro das casas.

Os especialistas apontam que os maiores avanços ocorrerão em ambientes controlados, como fábricas, centros logísticos e armazéns, onde tarefas repetitivas podem ser automatizadas com mais facilidade.

Além da indústria, o banco identifica oportunidades crescentes em lojas autônomas, restaurantes, estabelecimentos de conveniência e serviços de atendimento ao público.

Esses ambientes apresentam processos bem definidos, menor complexidade operacional e permitem medir com mais facilidade o retorno financeiro proporcionado pelos robôs.

Um mercado trilionário nas próximas décadas

As perspectivas de longo prazo são ainda mais ambiciosas.

Em estudos anteriores, o Morgan Stanley Research estimou que o mercado global de robôs humanoides poderá movimentar mais de US$ 5 trilhões até 2050. Essa projeção inclui não apenas a venda dos equipamentos, mas também toda a cadeia de fornecimento, manutenção, reparos, atualização de software e serviços de suporte.

Os analistas acreditam que, até meados do século, mais de 1 bilhão de robôs humanoides poderão estar em operação em todo o mundo.

Cerca de 90% dessas máquinas deverá atuar em atividades industriais e comerciais, enquanto apenas uma pequena parcela será destinada ao uso doméstico.

O cenário reforça uma mudança importante no desenvolvimento da robótica. Em vez de priorizar assistentes pessoais para residências, fabricantes estão concentrando esforços em aplicações profissionais, onde a demanda é maior e o retorno sobre o investimento acontece de forma mais rápida.

Se as previsões se confirmarem, a China poderá consolidar sua posição como o principal polo mundial de robôs humanoides, transformando uma tecnologia que até pouco tempo parecia experimental em uma ferramenta cada vez mais presente na indústria, no comércio e nos serviços.

 

[ Fonte: Xataka ]

 

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