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Manifestantes interrompem discurso de Pete Hegseth nos EUA e denunciam situação em Gaza

O secretário de Defesa dos Estados Unidos foi interrompido diversas vezes durante uma conferência militar em Washington. Manifestantes denunciaram a crise humanitária em Gaza e a guerra contra o Irã.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Uma conferência sobre o futuro das operações militares norte-americanas foi marcada por protestos em Washington. Enquanto o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, apresentava os planos do Pentágono para ampliar o uso de drones e tecnologias autônomas, manifestantes interromperam sua participação com críticas à guerra contra o Irã e à situação humanitária na Faixa de Gaza. Os episódios provocaram a intervenção dos seguranças.

Protestos interrompem conferência militar em Washington

O incidente ocorreu na passada quarta-feira, 14 de outubro de 2026, durante a reunião anual da Associação do Exército dos Estados Unidos (AUSA), um dos principais encontros do setor militar norte-americano.

Hegseth participava de um painel ao lado de autoridades das Forças Armadas quando manifestantes começaram a gritar críticas à política externa do governo de Donald Trump.

Segundo a reportagem do Defense News, seis pessoas interromperam diferentes momentos da apresentação.

Os participantes acusaram o secretário de responsabilidade política pelas operações militares e denunciaram o sofrimento da população civil em Gaza. Uma manifestante afirmou que crianças estavam passando fome no território palestino.

Outros participantes exibiram mensagens contrárias à guerra com o Irã.

As acusações dirigidas a Hegseth representam as posições dos manifestantes, não conclusões judiciais sobre sua responsabilidade pessoal.

Seguranças retiram manifestantes enquanto Hegseth reage

As interrupções aconteceram principalmente durante a primeira parte do encontro.

Agentes de segurança retiraram os manifestantes do auditório, permitindo que o painel continuasse.

Hegseth inicialmente reagiu com comentários irônicos. Em determinado momento, respondeu a uma das participantes sugerindo, sarcasticamente, que ela tinha uma opinião favorável a seu respeito.

Mais tarde, afirmou que os protestos pareciam coordenados e voltou a defender as prioridades militares da administração Trump.

Vídeos divulgados pela Associated Press registraram as interrupções e a retirada de participantes.

Gaza e Irã entram no centro do debate militar

Manifestantes interrompem discurso de Pete Hegseth nos EUA e denunciam situação em Gaza
© Pexels

Embora os protestos tenham destacado a crise humanitária em Gaza, o encontro tinha como objetivo discutir o desenvolvimento de novas capacidades militares.

Hegseth apresentou argumentos em defesa da modernização das Forças Armadas, incluindo investimentos em inteligência artificial, robótica e armamentos autônomos.

O secretário também reafirmou a posição do governo norte-americano de impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, uma das justificativas utilizadas pela administração Trump para suas operações militares.

Durante o evento, defendeu investimentos de aproximadamente US$ 1,5 trilhão em defesa e destacou a necessidade de acelerar a produção de equipamentos militares.

As declarações ocorreram em meio a divergências sobre a política externa dos Estados Unidos e seus impactos humanitários.

O que estava sendo discutido na conferência?

Um dos temas centrais era o Projeto Agincourt, iniciativa do Pentágono destinada a acelerar o desenvolvimento e a utilização de sistemas militares autônomos.

O programa envolve tecnologias como drones, robôs e ferramentas capazes de ampliar a capacidade operacional das tropas.

Segundo a cobertura da conferência, Hegseth defendeu a redução de obstáculos burocráticos para que novos equipamentos cheguem mais rapidamente aos militares.

O episódio mostrou como discussões sobre inovação tecnológica e investimentos em defesa também podem se tornar espaços de contestação política.

Apesar das interrupções, a conferência prosseguiu, mantendo na pauta tanto a modernização militar quanto as críticas públicas às ações internacionais dos Estados Unidos.

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