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Tecnologia

O lado oculto das criptomoedas: perdas bilionárias em 2024 expõem riscos crescentes

As criptomoedas atraem não apenas investidores, mas também cibercriminosos em busca de grandes lucros. Em 2024, atividades ilícitas resultaram em perdas impressionantes de 3 bilhões de dólares, com ataques cibernéticos e golpes mais sofisticados do que nunca. Entenda os desafios enfrentados pelo setor e como isso pode impactar o futuro.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O setor de criptomoedas continua sendo um terreno fértil para atividades maliciosas. Segundo um relatório da PeckShield, as perdas no ano passado foram alarmantes, superando os 3 bilhões de dólares. Com ciberataques e golpes cada vez mais avançados, 2025 promete ser um ano desafiador, especialmente com o avanço da inteligência artificial e novos métodos de ataque.

Ciberataques dominam as perdas no setor

Em 2024, os ciberataques foram responsáveis por cerca de 2,15 bilhões de dólares em prejuízos, o equivalente a mais de 70% do total. As plataformas de finanças descentralizadas (DeFi) foram os principais alvos devido à falta de regulamentação rígida e à alta concentração de ativos digitais.

Relatórios da Chainalysis destacaram que os ataques às plataformas DeFi foram predominantes no primeiro trimestre de 2024, mostrando um padrão de invasões bem planejadas. Esses ataques exploraram vulnerabilidades técnicas e a falta de medidas de segurança robustas.

Golpes: uma ameaça constante

Além dos ataques cibernéticos, os golpes representaram um prejuízo de 834,5 milhões de dólares em 2024. De acordo com a CertiK, os ataques de phishing foram os mais impactantes, com 296 incidentes que resultaram em mais de 1 bilhão de dólares roubados. Esses golpes têm se tornado mais sofisticados, aproveitando-se de usuários desprevenidos e atraídos por promessas de lucro rápido.

Redução de incidentes, mas impacto maior

Embora o número total de ataques e golpes tenha diminuído desde 2022, as perdas financeiras aumentaram 15% em relação a 2023. Especialistas da PeckShield atribuíram essa redução no número de incidentes a um mercado menos ativo e a melhores medidas de segurança adotadas por algumas plataformas.

Entretanto, a gravidade de cada ataque aumentou, indicando que os cibercriminosos estão focando em menos alvos, mas com recompensas significativamente maiores.

Recuperação de fundos: pequenos avanços

Nem tudo é negativo. Em 2024, cerca de 488,5 milhões de dólares em criptomoedas roubadas foram recuperados, segundo a PeckShield. Esse progresso foi possível graças à cooperação entre empresas de segurança blockchain e autoridades reguladoras. No entanto, essa quantia ainda representa apenas uma fração do total perdido.

Desafios para 2025: IA e golpes mais avançados

O cenário de 2025 promete novos desafios, com a inteligência artificial sendo um dos fatores preocupantes. A CertiK alertou que o uso da IA pode sofisticar ainda mais as táticas de phishing e outros métodos de ataque. Além disso, o aumento da aceitação institucional e regulatória das criptomoedas atrai a atenção de criminosos que buscam explorar esse crescimento.

Um setor sob pressão

Apesar da redução no número de incidentes, as criptomoedas continuam sendo um alvo atrativo para atividades ilícitas. A indústria precisa agir rapidamente para fortalecer suas medidas de segurança e educar os usuários sobre os riscos.

Os dados apresentados pela PeckShield, Chainalysis e CertiK ressaltam a importância da cooperação global no combate ao cibercrime. Em um setor em constante evolução, é essencial que as medidas de proteção acompanhem o ritmo para garantir a confiança dos usuários e a sustentabilidade do mercado.

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