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A morte de Jorge Messi repercute no mundo e jornais destacam o homem que esteve ao lado de Lionel até o topo

A morte de Jorge Messi provocou repercussão internacional e levou grandes jornais a revisitar uma trajetória discreta, mas decisiva, que acompanhou Lionel Messi desde seus primeiros passos no futebol.
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Tempo de leitura: 5 minutos

Por trás de uma das carreiras mais extraordinárias da história do futebol existiu uma presença constante, especialmente nos momentos em que tudo ainda era incerto. A morte de Jorge Messi, pai e representante de Lionel Messi, aos 68 anos, provocou uma onda de repercussão na imprensa internacional. Das manchetes europeias aos principais jornais latino-americanos, uma característica de sua trajetória apareceu repetidamente.

A notícia que rapidamente atravessou as fronteiras da Argentina

Jorge Messi morreu aos 68 anos na madrugada de sábado, 8 de agosto, após enfrentar uma delicada situação de saúde. Ele estava internado no Sanatorio Centro e faleceu por volta das 2 horas.

A notícia ganhou rapidamente espaço em veículos de diferentes partes do mundo. O motivo ultrapassa sua relação familiar com Lionel Messi. Durante décadas, Jorge teve participação direta na trajetória profissional do filho, acompanhando decisões esportivas, contratos e negociações que marcaram diferentes etapas da carreira do jogador argentino.

Na Espanha, onde grande parte dessa história foi construída, a repercussão foi imediata. O jornal El Mundo definiu Jorge como uma pessoa fundamental no caminho que levou Messi ao topo do futebol.

O El País espanhol destacou sua condição de pai de Lionel, enquanto o El Español lembrou também seu papel como representante do craque.

Já o Marca voltou os olhos para um momento que mudaria definitivamente a vida da família. Quando Lionel tinha apenas 13 anos, Jorge acompanhou o filho na mudança para Barcelona, em uma etapa cercada por incertezas e enormes desafios.

Era o começo de uma história que, naquele momento, ninguém poderia prever até onde chegaria.

A mudança para Barcelona voltou ao centro das homenagens

A viagem para a Espanha tornou-se um dos episódios mais lembrados pela imprensa internacional ao reconstruir a trajetória de Jorge Messi.

Lionel ainda era adolescente quando deixou Rosario para tentar construir uma carreira no futebol europeu. A adaptação exigia muito mais do que talento dentro de campo. Significava mudar de país, enfrentar uma nova rotina e apostar em um futuro ainda completamente incerto.

O Marca ressaltou justamente o papel desempenhado pelo pai naquele período, descrevendo Jorge como um apoio essencial enquanto o jovem jogador começava a se adaptar à nova vida.

A imprensa espanhola também recuperou sua própria transformação profissional. O La Razón lembrou que Jorge passou de trabalhador em uma fábrica de aço a responsável pela representação do filho, tornando-se uma figura central na carreira que posteriormente conquistaria o mundo.

O Sport também colocou a notícia em destaque, refletindo a dimensão que a família Messi adquiriu em Barcelona.

Ao longo dos anos, Jorge deixou de ser apenas o pai que acompanhava um adolescente em busca de uma oportunidade. Passou a administrar uma estrutura cada vez mais complexa em torno de um dos jogadores mais conhecidos do planeta.

Da fábrica à gestão de uma das maiores carreiras do futebol

A repercussão no Reino Unido e nos Estados Unidos seguiu uma linha semelhante.

O Daily Mail destacou as homenagens recebidas após a morte e lembrou os problemas de saúde enfrentados por Jorge nos últimos meses.

A BBC ressaltou sua participação no desenvolvimento da carreira de Lionel até que o argentino se transformasse em um jogador frequentemente colocado entre os maiores de todos os tempos.

O veículo britânico também recordou uma das imagens mais simbólicas dessa trajetória. Jorge esteve no Catar em 2022 para acompanhar a conquista da Copa do Mundo pela Argentina, título que faltava ao currículo do filho e que encerrou uma longa busca da seleção.

Nos Estados Unidos, o TMZ enfatizou a dupla dimensão da relação. Jorge foi pai e, ao mesmo tempo, representante de Lionel, participando de uma carreira que atravessou Barcelona, Paris Saint-Germain e, posteriormente, Inter Miami.

Essa combinação entre vínculo familiar e gestão profissional tornou Jorge uma presença recorrente nos bastidores da trajetória de Messi, mesmo mantendo uma exposição pública consideravelmente menor que a do filho.

A América Latina também destacou seu papel nos bastidores

A repercussão atravessou rapidamente a América Latina.

No Brasil, O Globo destacou que Jorge trabalhou durante anos como agente e gestor comercial do jogador. O jornal chamou atenção ainda para sua participação na administração dos negócios construídos em torno da imagem de Lionel fora dos gramados.

No Uruguai, o El País apresentou Jorge como representante histórico do capitão argentino e ressaltou sua importância tanto no desenvolvimento profissional quanto empresarial do jogador.

A mesma leitura apareceu no Peru. O El Comercio definiu Jorge como o homem que esteve por trás da carreira de Lionel Messi.

Na Colômbia, o El Tiempo destacou sua influência não apenas profissional, mas também pessoal. Desde os primeiros anos da carreira, Jorge assumiu responsabilidades relacionadas à representação e à administração das obrigações externas do filho.

Essa função ganhou importância à medida que Lionel deixava de ser apenas uma promessa das categorias de base para se transformar em uma estrela global.

Uma presença constante nos momentos que definiram a carreira de Messi

As manchetes publicadas após sua morte ajudam a explicar por que Jorge Messi ocupava uma posição tão particular na história do filho.

Ele esteve presente quando Lionel deixou a Argentina ainda adolescente. Acompanhou sua ascensão no Barcelona, administrou parte importante das questões profissionais e comerciais e permaneceu próximo durante mudanças decisivas.

Também atravessou períodos turbulentos, negociações complexas e a saída do Barcelona em 2021, quando terminou uma relação esportiva que parecia destinada a durar toda a carreira.

Depois vieram Paris Saint-Germain, a transferência para o Inter Miami e uma nova etapa nos Estados Unidos.

Mas talvez uma das imagens mais marcantes tenha acontecido longe dos escritórios e das negociações. Em 2022, no Catar, Jorge pôde acompanhar Lionel conquistar a Copa do Mundo com a Argentina.

A repercussão internacional de sua morte mostrou que, embora tenha construído sua trajetória principalmente nos bastidores, sua presença acabou se tornando inseparável da história esportiva do filho.

Para jornais de diferentes países, a mesma ideia apareceu sob formas distintas: antes dos títulos, dos recordes e da fama mundial, houve um pai que acompanhou um adolescente até Barcelona e permaneceu ao seu lado quando aquele enorme risco familiar se transformou em uma das maiores carreiras que o futebol já viu.

[Fonte: LN]

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