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O novo desejo dos turistas está mudando o mapa das férias e cinco cidades saíram na frente

Um levantamento comparou 47 destinos usando fatores que vão muito além dos pontos turísticos. O resultado revela quais cidades oferecem condições especialmente favoráveis ao bem-estar dos visitantes.
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Tempo de leitura: 4 minutos

Escolher uma cidade para viajar normalmente envolve atrações, preços, gastronomia e clima. Mas existe outra pergunta ganhando espaço: como você vai se sentir depois de passar alguns dias naquele lugar? Um levantamento internacional decidiu medir justamente isso. Foram analisados fatores como caminhabilidade, áreas verdes, alimentação, exposição ao sol e tranquilidade. E algumas cidades conseguiram uma combinação difícil de encontrar nas grandes metrópoles.

O turismo começa a olhar para algo além das atrações

O levantamento foi elaborado pela plataforma BookRetreats e analisou 47 destinos internacionais por meio do chamado Holiday Happiness Index. Em vez de contabilizar museus, monumentos ou atrações famosas, o índice observou características urbanas relacionadas à experiência de bem-estar durante uma viagem.

Entre os critérios estão horas de luz solar, facilidade para percorrer a cidade caminhando, quantidade de áreas verdes por habitante, poluição sonora e disponibilidade de opções de alimentação saudável.

A proposta acompanha uma transformação no comportamento de parte dos turistas. Viajar já não significa necessariamente preencher cada minuto com passeios. Para algumas pessoas, descansar, caminhar sem pressa, dormir bem e escapar do excesso de estímulos também passaram a influenciar a escolha do destino.

Foi nesse cenário que uma capital europeia conseguiu reunir vários desses elementos e chegar ao topo da classificação.

Lisboa ficou em primeiro lugar. A capital portuguesa registra cerca de 2.828 horas de sol por ano e conta com uma estrutura urbana relativamente compacta, que permite conectar a pé diferentes pontos turísticos.

Há, naturalmente, um detalhe importante: as famosas ladeiras lisboetas podem transformar alguns trajetos aparentemente simples em caminhadas mais exigentes.

A vencedora não depende apenas de sol e belas paisagens

O novo desejo dos turistas está mudando o mapa das férias e cinco cidades saíram na frente
© Naimish Verma – Pexels

A alimentação também ajudou Lisboa a conquistar a liderança. Segundo o levantamento, quase 10% dos restaurantes considerados oferecem propostas associadas a alimentação saudável, enquanto ingredientes como peixes frescos fazem parte da gastronomia local.

Outro diferencial está no verde. Lisboa oferece aproximadamente 49 metros quadrados de áreas verdes por habitante. Entre seus grandes espaços naturais está o Parque Florestal de Monsanto, com cerca de 900 hectares.

Mas o segundo lugar muda completamente o cenário.

Helsinque, na Finlândia, destacou-se principalmente pela tranquilidade. A capital finlandesa recebeu a melhor pontuação do levantamento em qualidade do sono, favorecida pelos baixos níveis de poluição sonora e luminosa considerados no índice.

A cidade também oferece cerca de 126 metros quadrados de área verde por morador. Parques, bosques e caminhos se misturam à estrutura urbana, enquanto atrações importantes podem ser conectadas por trajetos relativamente curtos a pé.

O resultado ajuda a mostrar que a fórmula usada pelo ranking não depende de um único elemento. Muito sol pode ajudar uma cidade, enquanto silêncio, parques e caminhabilidade podem beneficiar outra.

E é justamente o terceiro colocado que quebra algumas expectativas.

Uma cidade famosa por parques temáticos aparece por outro motivo

Orlando, nos Estados Unidos, conquistou a terceira posição. Embora seja mundialmente associada aos grandes complexos de entretenimento, foram suas características naturais que chamaram atenção no levantamento.

A cidade apresentou a maior disponibilidade de áreas verdes por habitante entre os destinos analisados: aproximadamente 258 metros quadrados por pessoa. Orlando também possui mais de 148 parques públicos, áreas de proteção ambiental, lagos e espaços para atividades ao ar livre.

O clima contribuiu para sua posição, com cerca de 2.930 horas de sol anuais.

Depois dela aparece Atenas. A capital grega conseguiu a pontuação máxima de 20 em 20 no quesito caminhabilidade. Pontos conhecidos como a Acrópole, o Templo de Zeus Olímpico e o Jardim Nacional podem ser conectados em um circuito a pé relativamente compacto.

O novo desejo dos turistas está mudando o mapa das férias e cinco cidades saíram na frente
© Zeynep Öngel – Pexels

Atenas também reúne aproximadamente 2.773 horas de sol por ano e se beneficia de uma tradição gastronômica fortemente ligada à dieta mediterrânea.

Fechando as cinco primeiras posições está Edimburgo, na Escócia. Quase metade de sua superfície corresponde a espaços verdes públicos, segundo os dados apresentados pelo levantamento, com aproximadamente 78 metros quadrados por habitante.

A lista revela uma nova maneira de escolher uma viagem

O ranking fica, portanto, com Lisboa, Helsinque, Orlando, Atenas e Edimburgo nas cinco primeiras posições. São destinos extremamente diferentes entre si, o que talvez seja justamente o aspecto mais interessante do levantamento.

Uma cidade ensolarada do sul europeu divide espaço com uma capital nórdica silenciosa. Uma metrópole americana conhecida pelo entretenimento aparece ao lado de cidades históricas da Grécia e da Escócia.

Também é importante interpretar a classificação pelo que ela realmente mede. O Holiday Happiness Index não determina onde as pessoas são necessariamente mais felizes nem qual cidade é objetivamente “mais saudável”. Ele compara 47 destinos selecionados a partir de um conjunto específico de indicadores ligados à experiência turística e ao ambiente urbano.

Ainda assim, o estudo aponta para uma mudança interessante na maneira de pensar as férias. A próxima grande viagem talvez não precise ser aquela com mais atrações disponíveis.

Pode ser justamente aquela em que caminhar, comer bem e finalmente descansar parecem fazer parte da própria cidade.

[Fonte: Infobae]

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