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Plataformas offshore: como conseguem permanecer estáveis em alto-mar durante a perfuração

Ventos, ondas e correntes desafiam diariamente as operações no oceano. Conheça as tecnologias que mantêm as plataformas de petróleo estáveis mesmo em águas ultraprofundas.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Extrair petróleo em alto-mar é uma tarefa muito mais complexa do que perfurar um poço em terra. Além dos desafios técnicos da exploração, as plataformas offshore precisam lidar continuamente com ondas, ventos e correntes marítimas que podem deslocar toda a estrutura.

Mesmo pequenos movimentos seriam suficientes para comprometer a precisão necessária durante a perfuração. Por isso, a indústria desenvolveu diferentes sistemas capazes de manter essas gigantescas plataformas praticamente imóveis, mesmo a centenas de quilômetros da costa.

A tecnologia utilizada varia conforme a profundidade da água, o tipo de plataforma e as condições ambientais de cada operação.

Plataformas jack-up: estabilidade apoiada no fundo do mar

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© Pexels

Em águas rasas, uma das soluções mais utilizadas são as plataformas do tipo jack-up.

Essas unidades móveis são rebocadas até o local da perfuração e, ao chegar ao destino, abaixam longas pernas de aço até o leito marinho.

Quando as pernas alcançam o fundo, um sistema hidráulico eleva toda a estrutura vários metros acima da superfície da água. Dessa forma, as ondas atuam apenas sobre as pernas, enquanto a plataforma onde ocorre a perfuração permanece praticamente imóvel.

Antes da elevação, as pernas passam por um procedimento conhecido como preloading. Nesse processo, aplica-se uma carga adicional para garantir que elas fiquem firmemente assentadas no leito marinho e evitar afundamentos posteriores.

Muitas dessas plataformas também utilizam grandes bases metálicas chamadas spud cans, responsáveis por distribuir melhor o peso da estrutura e aumentar sua estabilidade.

Plataformas semissubmersíveis reduzem o efeito das ondas

Quando a profundidade impede o apoio direto no fundo do mar, entram em operação as plataformas semissubmersíveis.

Ao contrário de um navio convencional, essas estruturas foram projetadas especificamente para minimizar os movimentos provocados pelas ondas.

Sua maior massa fica submersa, sustentada por grandes flutuadores localizados abaixo da superfície. Já o convés onde ocorre a perfuração permanece elevado sobre colunas.

Essa configuração reduz significativamente movimentos como balanço e arfagem, permitindo operações mais estáveis mesmo em mar aberto.

Por oferecerem excelente desempenho em condições climáticas severas, as plataformas semissubmersíveis tornaram-se uma das principais escolhas para perfurações em águas profundas.

GPS, sensores e propulsores mantêm a plataforma parada

Em águas ultraprofundas, nem mesmo sistemas de ancoragem convencionais são suficientes.

Nesses casos, a estabilidade depende do chamado Sistema de Posicionamento Dinâmico (Dynamic Positioning ou DP).

A tecnologia reúne informações provenientes de receptores GPS, giroscópios, sensores de movimento, anemômetros e equipamentos que monitoram continuamente as correntes marítimas.

Todos esses dados são processados em tempo real por computadores de bordo, que controlam automaticamente diversos propulsores distribuídos ao redor da embarcação.

Sempre que vento, ondas ou correntes provocam qualquer deslocamento, os propulsores entram em ação imediatamente para reposicionar a plataforma sobre o ponto exato da perfuração.

Segundo informações do glossário técnico da SLB, esse sistema permite manter a embarcação praticamente imóvel durante toda a operação. Caso as condições meteorológicas ultrapassem os limites de segurança ou ocorra alguma falha crítica, existem procedimentos específicos para desconectar o poço de forma controlada.

Ancoragem e compensação de movimento aumentam a segurança

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© Maria Lupan – Unsplash

Em muitas operações offshore, o posicionamento dinâmico é complementado por sistemas de ancoragem.

Dependendo das características do projeto, podem ser utilizadas seis, oito, nove ou até doze linhas de ancoragem distribuídas ao redor da plataforma para limitar deslocamentos horizontais.

Além disso, durante a perfuração são empregados sistemas de compensação de movimento (heave compensation), desenvolvidos para absorver as oscilações verticais causadas pelas ondas.

Esses equipamentos mantêm praticamente constante a pressão exercida pelas ferramentas sobre o fundo do poço, reduzindo os esforços sobre a coluna de perfuração e aumentando a segurança operacional.

Graças à combinação entre engenharia estrutural, sensores de alta precisão e sistemas automatizados de controle, as plataformas offshore conseguem operar de forma estável mesmo em alguns dos ambientes mais desafiadores do planeta, tornando possível a exploração de petróleo em regiões onde, há poucas décadas, esse tipo de operação era considerado inviável.

 

[ Fonte: Más Energía ]

 

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