Durante séculos, os geólogos só puderam imaginar como uma placa tectônica se rompe no interior do planeta. Agora, pela primeira vez, a Terra mostrou esse processo ao vivo: uma placa oceânica se quebrando sob o Pacífico Norte. A descoberta pode mudar o modo como entendemos terremotos, vulcões e a dinâmica interna do planeta.
Nem sempre explodimos porque algo é realmente grave — às vezes, estamos apenas sem energia. A ciência mostra que a irritação, a tristeza e o cansaço emocional podem surgir quando o corpo fica “no vermelho” metabolicamente. Pequenos hábitos diários podem restaurar esse orçamento interno e mudar o humor de forma profunda.
Durante décadas, milhares de mulheres viveram com apneia do sono sem diagnóstico, porque seus sintomas não pareciam “típicos”. Agora, um algoritmo criado pela Mayo Clinic consegue encontrar sinais invisíveis da doença apenas com um eletrocardiograma comum, revelando riscos cardíacos antes mesmo que eles apareçam nos exames tradicionais.
Cientistas acabam de montar o retrato mais detalhado já feito da construção de um cérebro humano — célula por célula. Uma série de cinco estudos publicados na revista Nature mostra, pela primeira vez, como as células-tronco se transformam em neurônios e outras células cerebrais, desde o embrião até os primeiros anos de vida.
A pandemia acabou, mas a covid-19 não foi embora. Em 2025, 35 pessoas morreram da doença no Distrito Federal, e centenas continuam enfrentando sequelas físicas e mentais meses — ou até anos — após a infecção. O vírus que parou o mundo em 2020 agora circula em silêncio, afetando principalmente idosos e pessoas com comorbidades, enquanto os especialistas alertam: a vacinação ainda é essencial.
Um grupo de mineiros australianos se deparou com uma cena digna de ficção científica: um objeto em chamas no meio do deserto, que, segundo cientistas, veio direto do espaço. O mistério levantou suspeitas sobre lixo espacial e reacendeu o debate sobre o risco crescente de detritos orbitais caírem na Terra.
O telescópio espacial James Webb pode ter encontrado algo que muda tudo o que sabemos sobre o cosmos: uma estrela escura, um tipo de astro hipotético que há décadas intriga os astrofísicos. Se a descoberta for confirmada, ela pode ajudar a resolver mistérios profundos da física moderna, incluindo a origem dos buracos negros supermassivos.
Pesquisadores encontraram uma forma surpreendente de reconstruir a história do gelo marinho no Ártico usando partículas vindas do espaço profundo. O estudo mostra que a presença — ou ausência — de pó cósmico acumulado no fundo do oceano é um indicador direto da quantidade de gelo ao longo de milênios. E os resultados reforçam: o gelo do Ártico está desaparecendo rápido.
Por décadas, repetiu-se que a Amazônia produz “20% do oxigênio do mundo”. A imagem é poderosa e mobilizadora — mas cientificamente equivocada. Estudos mostram que a contribuição líquida da floresta ao oxigênio atmosférico atual é próxima de zero. Ainda assim, seu papel climático continua crucial, mas por razões bem diferentes do mito.
Durante mais de duas décadas, acreditou-se que o universo se expandia cada vez mais rápido, impulsionado por uma misteriosa “energia escura”. Porém, um estudo recente da Universidade Yonsei, na Coreia do Sul, sugere que essa conclusão pode estar errada — e que o cosmos pode ter entrado, silenciosamente, em uma fase de desaceleração.
Um dos medicamentos mais antigos da oncologia acaba de ser reinventado — e o resultado é impressionante. Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos EUA, criaram uma nova versão do 5-fluorouracilo (5-FU), um clássico da quimioterapia, que mostrou ser até 20 mil vezes mais eficaz em destruir células cancerígenas.
O cometa 3I/ATLAS, um objeto interestelar que atravessou o Sistema Solar nos últimos meses, reacendeu uma antiga discussão levantada por Stephen Hawking: e se alguns desses visitantes cósmicos não forem apenas rochas errantes, mas sondas enviadas por outras civilizações? Entre hipóteses científicas, prudência e imaginação, o fenômeno reacende o debate sobre como devemos nos relacionar com o desconhecido.
O debate sobre energia no Brasil já não se resume a trocar combustíveis fósseis por fontes renováveis. A transição depende de enfrentar desigualdades históricas, fortalecer capacidades locais e rever a própria arquitetura do sistema energético. Surge, assim, o quadrilema energético: uma nova equação que envolve segurança, equidade, sustentabilidade e contexto territorial.
A criatividade, o pensamento abstrato e a empatia são marcas da nossa inteligência. Mas um novo estudo genético indica que essas capacidades vieram acompanhadas de um custo inesperado: os mesmos genes que expandiram nossa mente também aumentaram nossa sensibilidade emocional, elevando o risco de ansiedade, depressão ou TDAH.
Todos pregamos valores que às vezes não praticamos: pedimos justiça, mas agimos por interesse; defendemos a honestidade, mas fazemos pequenas trapaças. A ciência mostra que a hipocrisia não surge de maldade — e sim da necessidade humana de proteger a própria imagem moral e manter a aceitação social.
A velhice nos cães não depende apenas do tempo. Tamanho, raça, genética e estilo de vida influenciam quando essa fase começa e como ela progride. Um novo estudo mostra que reconhecer os primeiros sinais pode aumentar o bem-estar e prolongar os anos felizes ao lado dos nossos companheiros de quatro patas.
O mundo chega à COP30 sob recordes de calor, eventos climáticos extremos e frustrações acumuladas. Entre jatos privados, lobbies fósseis e discursos de sustentabilidade, a conferência poderá ser a última grande chance de impedir que a crise climática ultrapasse limites irreversíveis. A Terra já está cobrando a conta.
Cientistas conseguiram rastrear, célula por célula, como o cérebro humano se constrói desde o embrião até a maturidade. O feito revela um desenvolvimento muito mais longo e complexo do que imaginávamos — e pode explicar a origem de transtornos como autismo e esquizofrenia. Um mapa que redefine a mente humana.
Perder um dente sempre foi definitivo — mas isso pode acabar antes de 2035. Pesquisadores do Reino Unido, Japão e Estados Unidos estão disputando quem conseguirá fazer nascer novos dentes humanos, seja em laboratório ou diretamente na boca do paciente. Se der certo, próteses e implantes podem se tornar coisa do passado.
A ciência acreditou, durante muito tempo, que nosso cérebro nascia praticamente pronto. Mas um novo atlas celular revela outra história: neurônios continuam surgindo, mudando e se especializando durante muitos anos. Essa plasticidade prolongada pode explicar nossa inteligência extraordinária — e também por que somos tão vulneráveis a transtornos como o autismo e a esquizofrenia.